sábado, 30 de abril de 2011

Sr. Chinarro Presidente (III)


Y yo tendré un velero y llegaré primero al Edén,
al paraiso de verdad,
no será el azar sino un gran bazar todo a 100,
rumbo al sitio que los conquistadores
esperaban encontrar, al parecer tal era el plan,
vacaciones en los plásticos del mar.

He visto en Google Earth un sexto continente:
botellas, trastos y presentes
flotan en un remolino, creo que es divino,
yo me alegro por mis competidores.
Ay, señores, ¿qué esperaban encontrar?
Vacaciones en los plásticos del mar.

Descorcharé el champán, me dejaré besar,
diré que es mío cuanto me rodea,
veré el vacío en la marea
y dejaré acertijos en la botella
a los regatistas revanchistas que vendrán
navegando en un contenedor quizá.

Ay, señoras y señores,
¿qué esperaban encontrar?
Vacaciones en los plásticos del mar,
plásticos del mar.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sr. Chinarro Presidente (II)

Estava em Espanha quando saiu o último trabalho de Sr. Chinarro. Sobre Presidente não tenho grandes dúvidas: é o disco mais luminoso da carreira de Antonio Luque, e isso é bom, até porque vem aí o verão, e porque me apetece sentir um pouco de sol em todas as coisas, farto que estou do cinzentismo nebuloso que há em todo o lado. Deixo-vos hoje estas linhas, a capa do disco, e a promessa, para amanhã, de Vacaciones En El Mar.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sr. Chinarro Presidente (I)

Voto em ti, Antonio Luque. Há muitos anos.
(amanhã desvenda-se o mistério)


(este post é sobre música, embora não pareça)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

terça-feira, 26 de abril de 2011

Poema (para uma canção ainda sem música)

Quando passas
passa o tempo
e passo eu
com ele também

Mas se o teu passo
apressado
passa sem que eu te veja
não passo lá
muito bem

Isto de passares
sem me avisares
como se eu fosse ninguém
descompassa-me
os desejos
do meu coração refém

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Em Toledo (III)

E aqui está a prova do que venho afirmando nos posts anteriores sobre Toledo: nesta cidade, o passado está preso ao presente, irremediavelmente.

domingo, 24 de abril de 2011

Died In The Wool (Manafon variations)

Sai a 23 de maio. O problema é que ainda falta muito tempo, e eu estou inquieto...

Disc One
Small Metal Gods
Died In The Wool
I Should Not Dare
Random Acts Of Senseless Violence
A Certain Slant Of Light
Anomaly At Taw Head
Snow White In Appalachia
Emily Dickinson
The Greatest Living Englishman (Coda)
Anomaly At Taw Head (A Haunting)
Manafon
The Last Days of December

Disc Two
When We Return You Won’t Recognise Us

sábado, 23 de abril de 2011

Em Toledo (II)

Andando por Toledo, fotografando a história do lugar, construída pedra sobre pedra, e sempre a mesma sensação: que tempo é este que nos arrasta para um passado que existe no instante presente em que habitamos aquele lugar?

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Jubiabá (em quadrinhos)


As obras de Jorge Amado já passaram para as telas de cinema, para teatro, para televisão e rádio, para vinil e para cd. Em 2009, o desenhador Spacca (um dos melhores cartoonistas do Brasil) fez publicar Jubiabá em quadrinhos, como por lá se diz. Em 96 páginas, as aventuras de Antônio Balduíno fazem as delícias dos apreciadores do género. Pela Companhia das Letras.


quinta-feira, 21 de abril de 2011

Em Toledo (I)

Em Toledo recuamos no tempo. Não há outro tempo em Toledo, aliás, sem ser o passado. Só aí, nesse longínquo mundo, podemos perceber aquilo que Toledo mostra, aquilo que Toledo é: um sinuoso paraíso de pedra e de história.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Charlie Brown

Sempre foste mais do que um boneco, Charlie Brown.
Pelo menos para mim.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Valência em três olhares (III)

Horchata de chufa, si us plau.

* o tubérculo e a receita (aumentar a imagem, para poderem ler)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Red, Hot + Rio 2

Lembram-se do primeiro? Já lá vão mais de 15 anos! Dentro de meses chegará o segundo, desta vez homenageando o Tropicalismo. E a avaliar pelos nomes que vão levando o projeto para a frente, isto promete.

domingo, 17 de abril de 2011

Valência em três olhares (II)

Pode uma cidade parecer ser o seu próprio futuro? Desenhar-se em formas e cores, em traços e texturas? Valência pode.

sábado, 16 de abril de 2011

Difícil de entender

O Senhor Stein procurou informar-se sobre a chegada do FMI a Portugal e pouco ou nada percebeu daquilo que leu. Tentou ler ainda mais, tal a vontade de entender o que lhe reserva o futuro. Tentou jornais da especialidade, revistas que tudo sabem, procurou debates informativos nos canais televisivos, ouviu programas de rádio. Nada, ou para ser sincero... muito pouco consegui reter, pelo que não aguentou mais: largou jornais, revistas, desligou a televisão, tirou as pilhas ao rádio, e foi deitar-se com um livro de poemas debaixo do braço.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Valência em três olhares (I)

Estive alguns dias em Valência e fui surpreendido por uma cidade que não se mostrou ao primeiro olhar. Talvez por ser noite quando cheguei, ou por outra qualquer razão que ainda desconheço. Mas quando se revelou, Valência surgiu tradicional e moderna, pintada em tons ocre e colorida, ao mesmo tempo. Cidade quase tímida e extrovertida, simultaneamente. Podem ser tão humanas, as cidades!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Poema

A cada fraqueza
a certeza de sermos
tão fortes quanto podemos

(as grandes contradições
não são coisas de somenos)

terça-feira, 12 de abril de 2011

Poema

A geografia do corpo
é brusca e acentuada

Mas da sua transcendência
limito-me a saber nada

segunda-feira, 11 de abril de 2011

domingo, 10 de abril de 2011

sábado, 9 de abril de 2011

Transcendência

O Senhor Stein estava cansado. Ao chegar a casa sentou-se à frente da televisão, na sua sala desarrumada e escura (propositadamente escura, para que não se repare tanto na desarrumação) e passeou pelos canais disponíveis até se fixar num. Esteve pouco menos de meia hora até adormecer, sonhando fazer parte de um filme que a sua imaginação adormecida lhe proporcionou. O Senhor Stein nunca gostou de televisão, mas sempre teve uma grande predileção pela sua transcendência.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Reclamação!

Nunca usei este espaço para "reclamar". Uso-o hoje, mesmo que timidamente, sabendo que quem de direito não me ouvirá. Deixo esta pergunta, em jeito de queixume sentido e sério: por que razão só as primeiras 7 séries de Family Guy tiveram edição portuguesa? As 8ª, 9ª e 10ª (que surgirá a 9 de maio) ficaram por aparecer, embora existam, como as anteriores, em formato box-dvd. Lá fora, é claro, pois por cá deixámos, inexplicavelmente, de pertencer à Family do Guy que tanto gostamos. Shit!!!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Zombie Birdhouse


Adoro este disco! Curiosamente, Zombie Birdhouse é um dos mais ignorados discos da carreira de Pop. Foi gravado num período difícil do seu percurso musical, pela Animal Records (efémera etiqueta de Chris Stein). Tenho a edição especial (cd duplo, dividido em álbum de estúdio e registo ao vivo), e tenho-o ouvido bastante ultimamente. Nem sequer sou muito iggyano, embora The Idiot, Lust For Life, New Values ou Avenue B mereçam audições atentas. É muito possível que quem passe os olhos por estas linhas não conheça este disco, e por isso este post deve ser entendido como contributo para que se trave esse conhecimento. Run Like a Villain, The Villagers, Ordinary Bummer entre outras estão pacientemente à sua espera. Quando saiu (1982) a crítica da especialidade não o recebeu bem. Iggy era, nesse tempo, um músico com pouco mercado, e por isso fora rejeitado pela Arista, anterior label de Pop, devido ao fracasso comercial de Party. Chris Stein, amigo de longa data da iguana americana, deu-lhe a mão neste Zombie Birdhouse. Iggy Pop ficou-lhe grato por isso, e eu também.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

terça-feira, 5 de abril de 2011

Lembrando canções (VI)

♫♫ "Quem me ensinou a nadar, quem me ensinou a nadar..." ♫♫

* Hugo Pratt e Milton Nascimento, duas paixões antigas.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

domingo, 3 de abril de 2011

Poema

Hoje madruguei
antes mesmo
de ser madrugada

E a sensação que tive
foi a de um poder
menor que nada

* Parabéns, Niquinho!