Mostrar mensagens com a etiqueta As Histórias nas Canções. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta As Histórias nas Canções. Mostrar todas as mensagens

sábado, 18 de maio de 2013

I'm gonna getcha, getcha, getcha, getcha


"I'm gonna getcha, getcha, getcha, getcha"

* sempre tive mixed feelings em relação a One Way Or Another, mas há certos versos que são premonitórios, e dos quais nunca me desliguei completamente

domingo, 12 de abril de 2009

The House Where Nobody Lives

Nunca conheci ninguém naquela casa. Apenas a casa, as paredes, as portas e uma certa luz que vinha de dentro, ou de um qualquer lugar indistinto. Negra, soturna, aquela casa sempre me fascinou, embora nunca soubesse bem porquê. As casas são corpos estranhos com vida dentro. São a pele rugosa das famílias, expostas ao frio, ao calor, ao vento. Mas aquela casa era diferente. Decadente, lugar de sombras sem alma. Aquela casa tinha algo que as outras casas não mostravam: era a casa dos ausentes, dos fantasmas que imaginava, dos sonhos e pesadelos que eu habitava.



The House Where Nobody Lives

There's a house on my block
That's abandoned and cold
Folks moved out of it a
Long time ago
And they took all their things
And they never came back
Looks like it's haunted
With the windows all cracked
And everyone call it
The house, the house where
Nobody lives
Once it held laughter
Once it held dreams
Did they throw it away
Did they know what it means
Did someone's heart break
Or did someone do somebody wrong?
Well the paint was all cracked
It was peeled off of the wood
Papers were stacked on the porch
Where I stood
And the weeds had grown up
Just as high as the door
There were birds in the chimney
And an old chest of drawers
Looks like no one will ever
Come back to the
House were nobody lives
Once it held laughter
Once it held dreams
Did they throw it away
Did they know what it means
Did someone's heart break
Or did someone do someone wrong?
So if you find someone
Someone to have, someone to hold
Don't trade it for silver
Don't trade it for gold
I hav´got all of life's treasures
And they are fine and they are good
They remind me that houses
Are just made of wood
What makes a house grand
Ain't the roof or the doors
If there's love in a house
It's a palace for sure
Without love...
It ain't nothin but a house
A house where nobody lives
Without love it ain't nothin
But a house, a house where
Nobody lives

* a canção The House Where Nobody Lives pode ser encontrada no disco Mule Variations, de Tom Waits.

sábado, 11 de abril de 2009

If You Hold a Stone

Quando atirei a pedra, nesse exacto momento, compreendi que o gesto me ia sair caro. Mas não tanto quanto acabou por acontecer. Era apenas uma pedra atirada em jeito de brincadeira, pedra inconsciente, coisa de braço mecânico de jovem rebelde, pedra cega de regras, peso sem peso moral. Vidro e pedra! Não há atracção maior, mais apelativa. No peso, no volume da pedra temos mais do que isso na mão. Temos a força que não temos, o alcance que não alcançamos e a liberdade que nunca nos dão. Pedra é para ser livre, verdadeiramente livre. Nós é que não.

* A canção If You Hold a Stone, original de Caetano Veloso, e que pode ser ouvida no álbum homónimo de 1971, é aqui em baixo reproduzida em versão de Sylvio de Oliveira, designer gráfico responsável pelo livro Letras? As Canções do Exílio de Caetano Veloso.


quarta-feira, 1 de abril de 2009

Araçá Azul



Por vezes, os minutos custam horas a passar. Sempre me surpreendeu essa incongruência, esse estranho avesso do tempo. Quando acontece, puxo da viola e toco os acordes do momento. Passeio os ouvidos pelos sons que os meus dedos encontram no aço das cordas, e penso em versos que brinquem comigo, que me salvem da crueza dos minutos que não passam de acordo com o meu desejo. Que feitiço é esse que ao mesmo tempo me assusta e me alenta?! Talvez nem feitiço seja... Talvez um segredo que o tempo guarda para que a morte não chegue quando pensar em chegar. Ou então, mesmo chegando, que se entretenha com a melodia da canção que compus, para que também ela demore a acontecer, e troque a vontade que traz pelo prazer de viver.

Araça Azul (Caetano Veloso)

Araçá Azul é sonho-segredo
Não é segredo
Araçá Azul fica sendo
O nome mais belo do medo

Com fé em Deus
Eu não vou morrer tão cedo

Araçá Azul é brinquedo



* este post inaugura uma nova etiqueta: As Histórias nas Canções. Por vezes há canções que nos fazem pensar em pequenos acontecimentos, em pequenas ideias, seja pelas letras cantadas seja pelo ambiente que evocam... É essa a razão de ser deste texto. É assim (mas poderia ser também de outra forma) que traduzo Araçá Azul, de Caetano Veloso.

** o vídeo aqui presente serve apenas para que possam ouvir a música a que o meu texto se refere. Não existindo vídeo oficial, fica este para amostra.