Sem nunca compreender a razão, o filme Kilas, o Mau da Fita só recentemente chegou ao público no formato habitual (dvd). Vi-o no cinema quando estreou (se a memória não me mente), depois na televisão, e esperava pelo dia em que pudesse trazê-lo para casa, onde já há muito tinha a banda sonora à sua espera. Agora já fazem par, para minha grande alegria. Vi-o na passada semana, e aguentou-se bem! Será apenas uma questão de tempo até ter os outros dois filmes de José Fonseca e Costa, que também agora se encontram disponíveis: Sem Sombra de Pecado e a Balada da Praia dos Cães.
Mostrar mensagens com a etiqueta As músicas e os discos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta As músicas e os discos. Mostrar todas as mensagens
sábado, 28 de dezembro de 2013
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Top 10 dos discos de 2013 (parte primeira)
Chegou a altura de divulgar os 5 primeiros discos do Top 10, já iniciado há alguns dias. Estes foram os 5 discos de que mais gostei, e aqui estão eles, do quinto para o primeiro. É só fazer scroll devagarinho, para manter o suspense!
(um disco de enorme contenção sonora, um objeto noturno)
(ah, la mélancolie des amants!)
(insinuantemente belo)
(Paul Simon vive para além de si mesmo, e muito bem)
(um excelente disco de krautrock,
a lembrar que o tempo pode ser uma maravilhosa anacronia)
domingo, 22 de dezembro de 2013
Top 10 dos discos de 2013 (parte segunda)
Como havia dito há dias atrás, este ano decidi dividir o meu Top 10 de discos de 2013 em dois posts. Do décimo ao sexto, aqui estão eles!
6º - Milton Nascimento - Uma Travessia, 50 Anos de Carreira ao Vivo
(é Milton vintage, obviamente)
7º - Clarice Falcão - Monomania
(melodioso, inteligente, disco com cara bonita de gente)
8º - of Montreal - Lousy With Sylvianbriar
(o disco dos of Montreal mais contido de sempre)
9º - Primal Scream - More Lights
(um back to form à altura da grandeza da banda)
10º - John Grant - Pale Green Ghosts
("GMT" é uma das canções mais bonitas do ano)
* os 5 primeiros não demoram a chegar...
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Cadeau de Noël
A nova canção francesa é muito pouco conhecida e divulgada em Portugal. Lamento que assim seja, uma vez que nomes de qualidade não faltam por lá. Lamento ainda que nem mesmo a nossa maior loja de consumo cultural (que é de origem francesa, como sabemos) lhe dedique um espaço minimamente digno. Enfim, c’est la vie…
No passado dia 26 de novembro, Vincent Delerm publicou o seu quinto disco de originais. Chama-se Les Amants Parallèles, e é uma pequena delicia sonora, um frágil objeto de encantamento, sedutor como só os franceses sabem ser. Mas é, ao mesmo tempo, enigmático também, cinematográfico e conceptual. Poderia ser uma banda sonora de uma curta metragem, mas não é. Traz dentro dele (ou serei eu que transporto dentro de mim, não sei…) o charme do imaginário da nouvelle vague, piscando o olho a certos ambientes românticos de Truffaut, por exemplo, ou mesmo de Godard, se atentarmos bem na capa do álbum. Olhando para Les Amants Parallèles, vem-me imediatamente à memoria o cartaz do filme Vivre Sa Vie, em que um casal se abraça (Anna Karina está linda como sempre), havendo um toque de fumo no ar, para tornar a imagem ainda mais cool. A capa do novo disco de Delerm é o avesso do cartaz do filme de Godard, sem fumo, vendo-se apenas o rosto do cantor. O fundo é todo branco, e o lettering vermelho acentua o conceito romântico do álbum.
Na verdade, o disco é um filme, uma história em 13 fragmentos dispersos no tempo (à boa maneira de alguns maneirismos nouvelle vagueanos) que revelam a vida em paralelo de um homem e de uma mulher. Nos versos da canção que dá nome ao disco, pode ouvir-se o seguinte: “Et nous vivons en parallèle / Et la ville nous sépare un peu / (…) / Parallèles / A côté / Dans Paris nos corps parallèles / Pás les mêmes / Pas mélangés / Pas loin et à côté quand même”. Há momentos de diálogo entre canções, e há canções superlativas, curtas, breves como certas cenas de filmes em que o interesse maior está, não no que se mostra, mas antes naquilo que não se revela completamente. Les Amants Parallèles é, todo ele, estilo. Atrevo-me a dizer que é uma obra em tempo de maturidade, embora Delerm tenha apenas 37 anos. Este disco parece trazer um novo Delerm, mais seguro das suas capacidades, mas ainda com um ou outro maneirismo antigo, como o seu tão conhecidoname dropping. Desta vez é (apenas) Joe Montana, antiga estrela de futebol americano, a merecer maior referência. Mas também são mencionados os nomes de Mia Farrow, no filme Rosemary’s Baby, Johnny Marr, os Charlatans e a famosíssima Haçienda. Antes, como saberão os conhecedores da sua obra, foram vários os nomes visitados, como “Veruca Salt et Frank Black” (título de uma canção do magnífico Kensington Square, em si mesmo um título referência), Anita Pettersen, Fanny Ardant, Charlotte Carrington, Christophe Lambert, Jean-Huges Anglade, Bukowski, Shakespeare, Trintingnant, Steffi Graf, Francis Poulenc, Alessandro Scarlatti, Cure, Duran Duran, Joy Division, 10.000 Maniacs, Boris Vian, Vivement Dimanche (o filme de Truffaut), Disneyland, Opel Vectra e outros que a minha memória, de momento, faz por esquecer.
O disco conta com a participação de duas vozes femininas (Rosemary Stanley e Virginie Aussiètre), que acompanham o registo semi-cantado / semi-falado de Delerm, num tom sempre íntimo, sempre cosy e acolhedor. Não se encontra por aqui uma única canção orelhuda (a canção título talvez seja a que mais se destaca, quand même), embora todas sejam talhadas com o máximo rigor e elegância. É uma obra digna de um artesão! Os arranjos de Clément Ducol são sublimes, de uma intensa melancolia, e os quatro pianos, previamente trabalhados para soarem de forma diferente, são os únicos instrumentos usados no disco. Tudo é tocante, sensível e inteligente. Tudo é simples e sem truques. Nada mais importa, para além dos sentimentos que o disco evoca. Apenas a transparência dos sons, das conversas, das palavras em sussuro. Vincent Delerm oferece-nos um disco ímpar, como já poucos se fazem, nos dias que correm. E por tudo isto, a melancolia nunca foi tão apetecível como em Les Amants Parallèles.
* texto publicado no blog Altamont
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
sábado, 14 de dezembro de 2013
Teaser
Como sempre acontece todos os anos, em 2013 não haverá exceção. Dentro de alguns dias, aqui no I Blog Your Pardon, publicarei o Top dos 10 discos que mais gostei de ouvir no ano que finda, e que deram à luz nos últimos doze meses. No entanto, com uma pequena diferença em relação ao habitual: sairão em duas publicações.
Não falta muito. Os (para mim) 10 melhores do ano estão quase a aterrar...
sábado, 7 de dezembro de 2013
Clássica Joana!
Ainda há que esperar alguns meses. Segundo consta, The Classic só chegará em março de 2014. Para já, é o que temos: a capa e o vídeo.
Etiquetas:
As músicas e os discos,
Os videos
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Para ler, e não apenas para ouvir
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Uma outra música (III)
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Uma outra música (II)
sábado, 30 de novembro de 2013
Uma outra música (I)
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Garçon D'Honneur
Nem acredito no que encontrei! Já vem a caminho, e é muita a pressa em tê-lo nas minhas mãos. Pelo disco que é, e ainda pela edição (a primeira) já algo difícil de encontrar. Uma obra prima totalmente desconhecida pelo público português. Que sejas rápido a chegar, Alex!
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Herbie, my man!
Dos vivos, Herbie Hancock é o maior! A revista Jazzman deste mês dedica-lhe um especial relativo aos seus discos gravados pela Columbia, a propósito da recentíssima Box Integral, que vai de 1972 a 1988. São 31 discos ao todo, em 16 anos de ligação à editora. Tenho, desse período, apenas os que a fotografia documenta. Se o Pai Natal fosse bondoso, não me importaria nada de aceitar a dita box.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Une box delicieuse
O som do cinema que mais gosto. O prazer das canções e das composições da Nouvelle Vague numa Box que é um autêntico luxo. Que prazer supremo, mon Dieu!
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Five Spanish Songs
Afinal não sou só eu que me rendo a Sr. Chinarro.
"It was 2013. The English language seemed spent, despicable, not easily singable. It felt over for English; good for business transactions, but that’s about it. The only other language I know is Spanish, and the only Spanish songs I really know are those of Sr. Chinarro, led by Antonio Luque. I’ve been a decades-long fan of how he conducted his affairs, his strange words, his melodies that have always felt so natural (this is important), his bitter songs about painting the light. Something about them, I knew I could do it…"
Quem diz o que se lê aí por cima é Dan Bejar, do projeto Destroyer. Já ouvi uma das cinco canções do EP, e adorei. Espero pelas restantes, con agua en la boca.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Abandoned Apartments
Finalmente! Ouvi hoje, pela primeira vez no meu sistema de som, o recente Abandoned Apartments, de Jeremy Jay. É de uma elegância extrema, alta costura sonora, contido, muito coeso, um disco que cabe perfeitamente em quaisquer 37 minutos de outono. Uma pérola para se usar nos ouvidos! E vai ainda crescer mais, tornar-se enorme, adoptar-me. Incondicionalmente.
domingo, 10 de novembro de 2013
imyra, tayra, ipy, taiguara
O meu amigo Frederico (boss supremo do Altamont) ofereceu-me o cd imyra, tayra, ipy, taiguara há algumas semanas atrás. Trouxe-mo do Brasil, mas na verdade o disco em questão já anda comigo há cerca de 30 anos. Conheço-o bem (embora hoje o conheça bem melhor), e há muito que desejava tê-lo, uma vez que, era eu rapaz ainda, apenas o ouvia gravado numa mais que provável cassete BASF verde, que entretanto se perdeu na memória e no tempo da vida. Tenho ouvido esta obra prima inúmeras vezes, permitindo-me gozar do seu conteúdo musical (mas também histórico e cultural) com alguns requintes supremos. Enquanto ouço imyra, tayra, ipy, taiguara leio atentamente as letras das suas canções, contextualizando-as no tempo que se vivia no Brasil (1976), tendo ainda em conta a história de vida do próprio Taiguara. Vou descobrindo novos sentidos em muitos dos versos cantados, e fico com a sensação de ter em mãos uma obra verdadeiramente histórica, em todos os sentidos possíveis da expressão. Já sabia que era um trabalho importante, mas descubro-o agora como documento de um tempo muito particular. Experimental, tradicional e futurista ao mesmo tempo, imyra, tayra, ipy, taiguara é uma preciosidade que guardo (e já não apenas na memória) com muitíssimo carinho. Thanks, Frederico! É mais uma que te devo!
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Alex Beaupain x 2
São discos gémeos, um pouco falsos, mas também com um fortíssimo adn comum. Conheço Les Chansons d'Amour há já bastante tempo, mas só hoje ouvi, pela primeira vez, Garçon d'Honneur. O prazer de descobrir o que descobri, foi admirável. Canção a canção, umas conhecidas (embora com roupagem e vozes diferentes) e outras inéditas para mim, ouvi Garçon d'Honneur pensando em Les Chansons d'Amour. Fiz o meu próprio filme, portanto. E fiquei cliente do primeiro disco de Beaupain, da mesma forma que já era da banda sonora que compôs.
É quase criminoso não conhecer Alex Beaupain. Quando o ouvirem pela primeira vez, lembrar-se-ão do que aqui vos digo. E vão ver (ou ouvir, melhor dizendo) que tenho razão.
domingo, 3 de novembro de 2013
Tesouro auditivo
A minha primeira prenda de natal. Vem a caminho, e é para mim próprio.
(uma box de 3 cds que é um luxo)
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Nick is coming once again
Só pela capa, até apetece!
(na esperança que seja superior ao anterior Push The Sky Away, que por sinal também tinha uma belíssima capa)
Subscrever:
Mensagens (Atom)



























