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quinta-feira, 11 de abril de 2013

A poesia (resumida)


Já vem sendo hábito, felizmente. 
A Poesia ao preço da chuva em ano chuvoso.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Ler, para viver o que não vivi


A reviver uma certa nostalgia da juventude! 
O que eu gostaria mesmo era de ter sido uma rock star!

segunda-feira, 25 de março de 2013

Uma alucinação


Andar perdido entre sonhos e alucinações talvez seja o melhor caminho para nos encontrarmos, ou para nos perdermos, o que é mais ou menos a mesma coisa. Somos muito mais aquilo que não julgamos ser, do que aquilo que afirmamos, não é verdade "meu tímido"?

segunda-feira, 11 de março de 2013

Reler é fazer ECO do ruído original


Reler é fazer ECO do ruído original. Reler um livro pode ser uma aventura ainda maior do que a vivida na primeira vez. Parece ser o caso, agora. Depois de alguns anos, A Misteriosa Chama da Rainha Loana voltou ao meu convívio. Tudo aconteceu sem que disso fizesse questão, mas apenas porque voltei a olhar para a capa, e não resisti ao impulso de ter a obra de novo nas mãos. Pergunto: como posso resistir a estes desenhos, a esta mancha gráfica tão deliciosa, que me transporta para outros tempos anteriores aos tempos da minha infância? Se a composição gráfica cativa, o recheio não me agrada menos. Este é o livro de ECO que prefiro, e pouco mais há a justificar: um avc, a memória que desaparece, o longo reencontro com a identidade esquecida, e muitas e muitas ilustrações são o garante de uma santa releitura. 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Top dos melhores livros lidos em 2012


2012 foi um ano de boas leituras, daí que tenha decidido incluir no I Blog Your Pardon o Top dos 10 livros que mais prazer tive em ler. Esta escolha não se baseia apenas em livros publicados este ano, note-se, e em alguns casos trata-se mesmo de releituras. Aqui ficam, então, as obras que mais mereceram a minha atenção, por ordem alfabética dos títulos.

1. A História do Senhor Sommer, de Patrick Suskind (Edições Asa)
2. As Helvéticas (versão colorida), de Hugo Pratt (Meribérica/Liber)
3. Fábula de Veneza (versão colorida), de Hugo Pratt (Meribérica/Liber)
4. Fogos, Raymond Carver (Quetzal)
5. Mel, de Ian McEwan (Gradiva)
6. Não é Meia Noite Quem Quer, de António Lobo Antunes (D. Quixote)
7. O Cemitério de Praga, de Umberto Eco (Gradiva)
8. O Juramento dos Cinco Lords, de Yves Sente e André Juillard (Asa)
9. Os Sonhos Não Envelhecem - Histórias do Clube da Esquina, de Márcio Borges (edição de luxo, da Geração Editorial)
10. Todas as Palavras, de Manuel António Pina (Assírio & Alvim)

Se quiser seguir algumas destas sugestões, sirva-se à vontade... e boas leituras.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Presente impossível


Aqui está o presente de Natal mais desejado, embora saiba perfeitamente que não irei tê-la...

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A Casa da Seda


Eu não fazia a mínima ideia disto! Passo a explicar: há um novo livro de Sherlock Holmes, mas não foi escrito pela mão de Arthur Conan Doyle. Pela primeira vez, os herdeiros do escritor permitiram que uma nova aventura do famoso detetive surgisse à luz do dia. O autor de A Casa da Seda é Anthony Horowitz, conhecido argumentista e escritor de mais de cinquenta romances, alguns deles infantis. Pelo que julgo saber, não há edição portuguesa, embora no Brasil, por exemplo, o livro esteja à venda desde agosto. Leio, pelas críticas, que esta nova aventura é excelente, bem à maneira dos livros de Doyle. Tenho de meter mãos ao trabalho e tentar obter este livro rapidamente. Nada como matar saudades de Sherlock e Watson nestes dias de frio, alguma chuva e algum sol.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A Metamorfose (texto)



«... Certa manhã, ao acordar após sonhos agitados, Gregor Samsa viu-se na sua cama metamorfoseado num monstruoso insecto. Estava deitado de costas, umas costas tão duras como uma carapaça, e, ao levantar um pouco a cabeça, viu o seu ventre acastanhado, inchado e arredondado em anéis mais rígidos, sobre o qual o cobertor a escorregar, dificilmente se mantinha. As suas numerosas patas, lamentavelmente raquíticas, comparadas com a sua corpolência, remexiam-se desesperadamente diante dos seus olhos. "O que me aconteceu?" ... »


Este é, certamente, um dos inícios mais conhecidos de toda a literatura mundial. No entanto, muitos dos que se renderam a este texto de Kafka poderão não conhecer alguns dos outros formatos em que esta mesma obra pode ser encontrada. O texto em questão já teve inúmeras traduções portuguesas, pelo que a edição da Relógio D'Água que a imagem documenta é apenas mais uma, embora o prefácio de Nabokov lhe acrescente algo de especial. O que vos trarei em próximos posts é A Metamorfose metamorfizada, digamos assim. Primeiramente em BD, e depois em Audiolivro. É só esperarem mais uns dias...

sábado, 10 de novembro de 2012

Diários


Voltarei a estar contigo dentro de dias, Al Berto. As páginas de Diários serão a minha próxima leitura, diariamente, enquanto durarem. Talvez não saibas, mas conheci-te com Salsugem, era eu aluno ainda, a terminar o secundário. Depois fui seguindo o que escrevias, à distância. Via-te quase sempre na Feira do Livro, ano após ano, na inclinação do Parque Eduardo VII, e a imagem que ficou e que mantive até hoje é a de um homem sem jeito ou vontade de ali estar, atrás de um balcão, rodeado de livros, numa barraquinha onde ninguém parava. Depois deixei de te ver. Depois nunca mais ninguém te viu. Depois o tempo continuou a passar, até que regressas agora Al Berto, com o mesmo olhar de quem quer esconder-se, com o mesmo jeito ou vontade que mostravas ter (ou não ter, talvez) no tempo em que me lembro de te ver, quase sempre ao fim da tarde, já quase noite, sombria imagem de cigarro na boca. Dentro de dias voltarei a estar contigo, isso é bem certo, embora já não na Feira, já não no Parque, mas no único lugar que sempre foi teu, e que sempre habitaste.

* o volume Diários é publicado pela Assírio e Alvim, e já está disponível desde final de outubro.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Não é Lobo Antunes quem quer


É sempre outubro quando chegas, ou quase sempre, nem me lembro bem, os outros livros encolhem-se na prateleira para te receber numa dieta instantânea e anual, mas primeiro são as minhas mão que te suportam, eu deitado a ler-te, o peso do texto a afundar-se no meu corpo, a crescer por dentro de mim um cansaço que já conheço há tanto tempo sempre que é outubro, um cansaço bom quando começa a passar, quando os capítulos passam com as páginas que vão ficando até ao fim, as vozes que crescem na cabeça de quem as escuta, eu deitado a ler-te, os livros a encolherem-se na estante no ritual a que os obrigas todos os anos, e ainda bem que é outubro António, outubro é o meu mês também e vejo nisso uma circunstância que nos une, ao mesmo tempo que as vozes crescem e se afundam, desta vez um irmão surdo, um outro que as marés levaram, os tempos que só se confundem se o leitor deixar, uma velha casa de praia, a mesma guerra que conheço desde rapaz quando li, maravilhado, as asneiras mal comportadas das tuas memórias de elefante, e são de novo agora as minhas mãos que te seguram, que vão virando as páginas uma após outra, e é mentira quando dizem que é sempre o mesmo livro que escreves, até porque não somos sempre os mesmos leitores António, e isso que importa agora que é outubro e chegaste uma vez mais, é quase sempre outubro quando chegas, eu sei  porque te conheço há anos, há anos que a tua voz se afunda nas minhas mãos que te seguram, deitado na cama, para sustentar melhor o peso das palavras que em outubro nunca faltam.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Fim de Coleção




Foram precisos 20 anos (23, para ser preciso) para ter os últimos dois volumes das Obras de Carlos Drummond de Andrade, editados pela Europa América. Ainda hoje me pergunto como foi possível ter passado tanto tempo entre a compra dos primeiros seis volumes, e a aquisição dos dois que findam a coleção! Adoro Drummond, e o facto de ter estes volumes pousados, atualmente, na minha mesa de cabeceira, enche-me de uma certa nostalgia que me conforta e sabe bem. Há coisas que parece terem mais valor, quando vividas fora do seu tempo natural. Duas décadas é muito tempo? É muito tempo o tempo dos prazeres tão duradouros? Para quê estas perguntas, se as respostas estão (agora) mesmo à mão de folhear?

sábado, 8 de setembro de 2012

Fahrenheit 451 X 3

Durante as férias li muito, e vi alguns filmes. Neste caso em particular combinei texto, imagem, e até som. Ainda antes do falecimento de Ray Bradbury já eu andava com vontade de ler Fahrenheit 451, mas primeiro precisava de o encontrar à venda. Tive a sorte de o comprar pouco antes de ir para o algarve, e li-o de um fôlego. Também por essa altura pude ver o filme de Truffaut (thanks, Jorge) e consegui fazer o download da banda sonora de Bernard Herrmann. Este 3 em 1 deu-me um prazer extraordinário! Por isso, no sentido de partilha que tantas vezes este blog tem, deixo-vos esta tripla sugestão, e verão que não se arrependem, se a seguirem.


(o livro)


(um dos vários cartazes do filme de Truffaut)



(a ost de Bernard Herrmann)



(prelúdio da banda sonora, para aguçar o apetite auditivo)

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Historia


Mais um Tintin para as férias!


* clicar nas imagens para as ver e ler melhor

sábado, 7 de julho de 2012

Especial Kraftwerk, ou como ser robot, humanisticamente falando (IV)

Ainda, e sempre, os Kraftwerk! Depois de três postagens relativas a três discos do grupo de Dusseldorf, refiro-me agora a livros que documentam o percurso, a carreira, o impacto que a minha banda alemã preferida teve na música moderna dos séculos XX e XXI. Infelizmente, e por muito que se procure, não há nenhum livro sobre o grupo traduzido em português, como também não há nenhuma obra escrita originalmente na nossa língua. Assim sendo, há que procurar em outras línguas, e como o alemão não é linguagem que conheça para a poder ler e compreender, fico-me pelos livros em inglês, e os que aqui revelo são ambos muito interessantes e diferentes entre si. 

Comecemos então por Kraftwerk: Man, Machine and Music, de Pascal Bussy. Tenho a terceira edição, publicada pela SAF Publishing (2006), e posso garantir-vos que se lê com enorme satisfação. Muito meticuloso no que diz, Pascal Bussy é um jornalista musical e fã absoluto da obra dos Kraftwerk. Para quem nada sabe sobre estes alemães, ou mesmo para quem não seja novato no assunto, Kraftwerk: Man, Machine and Music é uma obra de leitura obrigatória, e um complemento muito interessante para se saber um pouco mais sobre os criadores de Autobahn. Nos sites de referência de compra de livros e outros produtos culturais, o livro pode ser encontrado a muito bom preço. Boas leituras!


Kraftwerk: Man, Machine and Music, de Pascal Bussy

O segundo livro que sugiro é Kraftwerk: I was a Robot, de Wolfgang Flur. Editado pela Sanctuary, este livro tem a particularidade de ser escrito por um ex-integrante da banda alemã, presente em discos como Autobahn, Radioaktivitat, Trans-Europa Express, Die Mensch-Maschine, Computerwelt e Electric Café. O livro revela um olhar diferente sobre a banda, visto por dentro, e por isso complementar em relação à obra primeiramente sugerida neste post. A edição que possuo - a segunda, de 2003 - pode igualmente ser encontrada à venda nos habituais lugares online, e a bom preço também.


Kraftwerk: I Was a Robot, de Wolfgang Flur

quarta-feira, 27 de junho de 2012

(uma outra) Ode Marítima


Dois grandes autores encontram-se em alto mar. Thomas Mann lê Dom Quixote de La Mancha, e escreve sobre Cervantes e as suas personagens. A caminho dos Estados Unidos, na primeira de 10 viagens, o grande escritor alemão vai-nos mostrando a vida a bordo e relatando pequenos incidentes de percurso. O livro é de 2008, mas eu só agora entrei na viagem...

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Hitchcock


Talvez tenha chegado com a idade! O prazer de ter (e não necessariamente de ler na íntegra) certos livros / álbuns é já indesmentível em mim, e algo relativamente recente. O último exemplo é Alfred Hitchcock, de Paul Duncan, que mereceu edição portuguesa da Taschen. As imagens, de primeiríssima qualidade, e os textos que as acompanham deixam-me com um sorriso nos lábios. Adoro Hitchcock! Os seus filmes, as bandas sonoras dos seus filmes, os cartazes promocionais dos seus filmes, tudo o que tenha a sua marca me prende a atenção. Daí que, neste volume crescente de prazeres que associo ao velho mestre do cinema, me satisfaça enormemente com este volume de Paul Duncan.


sexta-feira, 15 de junho de 2012

Play it again! (as histórias das canções)


Este é o livro do momento, feito pelos meus alunos do 12ºC. Pequenos contos pensados a propósito de canções que eles próprios escolheram. Pode ser lido clicando no link que deixo no final deste post. É só fazer o download. Boas leituras.

(http://www.bubok.pt/livros/5631/Play-it-again-as-historias-das-cancoes)

terça-feira, 5 de junho de 2012

The book people

[...] - You follow the river upstream 'til you come to the old steam railway line. Then you go on and you go on until you get to where the book people live.             
- The good people? 
- No, book. The book people. You've not heard of them? 
- No. 
- People who vanished. Some were arrested and managed to escape. Others were released. Some didn't wait to be arrested. They just hid themselves away. Up in the farm country; the woods and the hills. They live there in little groups. The law can't touch them. They live quite peaceably and do nothing that's forbidden. Though, if they came into the city, they might not last long. 
- But how can you call them book people... If they don't do anything against the law? 
- They are books. Each one, men and women. Everyone, commits a book they've chosen to memory, and they become the books. Of course, every now and then, someone gets stopped, arrested. Which is why they live so cautiously. Because the secret they carry is the most precious secret in the world. With them, all human knowledge would pass away. [...] 

 Ray Bradbury, in Fahrenheit 451

segunda-feira, 4 de junho de 2012