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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

The Dreaming (pendurado na parede)

De quando em vez regresso a The Dreaming. Apesar de ser um disco bem datado, encerra ainda, em mim, um vivo e perturbador fascínio. As letras das canções são, nesse sentido, um aspeto importante, bem como as estranhas melodias que as mesmas apresentam. No entanto, o que importa hoje é a capa, tão simbolicamente perfeita. Repare-se nas correntes, nos corpos unidos, na boca entreaberta de um beijo por acontecer, na aliança sob a língua de Kate Bush, e sobretudo no olhar, que até hoje me encanta e perturba, de tão sugestivo que é. Teria cerca de 15 anos quando vi e ouvi The Dreaming pela primeira vez. A imagem da capa ainda hoje me diz muito, e por isso teria lugar cativo numa sala que fosse minha.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Ziggy

Diz-se, sem grande surpresa minha, que este disco mudou a vida de toda a gente, embora nem toda a gente se tenha apercebido disso. A capa é icónica, o conteúdo também. Adoro a capa, adoro o disco, embora, e mais uma vez, tenha chegado a ele já bem lançado nos meus trintas... No fundo da Heddon Street, local da foto, ficava o primeiro night-club londrino, o famoso The Cave of The Golden Calf (aberto em 1912). Este pedaço de história ficava mesmo bem numa sala que fosse minha.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Good ol' Nick!

Novo quadro para esta minha nova sala. Como fã absoluto de Nick Cave, este The Boatman's Call teria de ser o escolhido para figurar neste recente espaço virtual. A capa diz bem do disco que está por dentro: sombrio, poderoso, cru. Talvez nunca uma capa de Nick Cave fosse tão coerente como esta. Ou talvez não, mas nada disso importa agora. A fotografia é de Anton Corbijn, fotógrafo e cineasta neerlandês, que tem no seu currículo outras capas icónicas, como Vienna, dos Ultravox, ou Automatic For The People, dos R.E.M. A sala começa a ficar a meu gosto, mas há ainda muito espaço em branco nas paredes que a limitam...

domingo, 26 de junho de 2011

Uma sala que fosse minha

Confesso que gostava de ter uma sala (e digo sala por não gostar de escritório, palavra que me parece sempre inadequada...) para ouvir música, guardar discos e livros, um espaço onde contemplar as minhas pequenas e grandes obsessões. Nessa sala, entre muitas outras coisas, como já se percebeu, penduraria muitos quadros, que mais não seriam do que capas icónicas (para mim, claro está) de discos que conheço e admiro. Mais do que o disco ou o artista em questão, a ideia dos quadros teria sobretudo a ver com a imagem da capa. A imagem, como produto independente de tudo o resto. Seria uma sala, imagino-a sempre assim, muito ampla, cheia de cor, um espaço onde me sentiria mais em casa, do que no resto dela. Os meus amigos seriam bem vindos, especialmente a essa sala. E diriam, estou seguro disso, "falta-te aqui aquela capa do disco dos...", embora não possa garantir que fosse sempre concordar com essa amiga opinião. Uma sala que fosse minha, mesmo que apenas virtual, mesmo que apenas por escrito... A primeira escolha está feita. A porta da sala está aberta. Podem entrar.

* este post inaugura uma nova etiqueta neste blog.
** a capa (maravilhosa, convidativa, intemporal) é de Wild Planet, dos The B-52's.
*** a fotografia da capa é da autoria de Lynn Goldsmith