Não há nada que chegue ao verão!
segunda-feira, 29 de junho de 2015
terça-feira, 23 de junho de 2015
Mil Tom x 2
Alguns dias depois da morte do grande Fernando Brant, deixo-vos aqui dois discos de homenagem a Milton Nascimento. Em várias das canções destes álbuns, a escrita de Brant está bem presente, e se os leitores destas linhas conhecerem algo do universo da música mineira dos anos 70, sobretudo do Clube da Esquina, terão muitos motivos de contentamento ao fazer o download legal que vos proponho. É só preciso aceder aos respetivos links.
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Lembrando Canções (XVIII)
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Poema
Mergulho nas palavras
agora que o verão
escolhe as mais belas
e as mais frescas
agora que o verão
escolhe as mais belas
e as mais frescas
Deito-me à sombra
sentindo-lhes o travo
madrugador e inquieto
das surpresas
As palavras servem-se
do que são e do que valem
mostrando-me a luz
permeável das certezas
quinta-feira, 21 de maio de 2015
E vão 34!
C'um caneco!
(o atraso deste post em relação ao dia da grande vitória
deve-se ao facto de ter estado em intensas comemorações)
quarta-feira, 13 de maio de 2015
sic transit gloria mundi
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Poema
Tudo vale um só aceno
no assomo final
da despedida
E a memória deixa livre
o gesto em abandono
da partida
domingo, 3 de maio de 2015
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Poema
Foi tudo assim
repentino
o sangue do destino
fez tudo secar
quando a chuva veio
e acabou por
me inundar
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Dream come true
sábado, 11 de abril de 2015
Coisas novas, coisas antigas
Fosse sempre assim, a vida:
o prazer das coisas antigas e a delícia das coisas novas.
Popol Vuh - In Den Garten Pharaos (1971)
David Sylvian e Holger Czukay - Plight & Premonition (1988)
Eef Barzelay - Eldorado 13 Slash 14 (2015)
Stealing Sheep - Not Real (2015)
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Poema
Queria a água
toda minha
imensa
a cobrir as terras
até ao teto
do céu
Só bem depois
mergulharia
a estranheza
do meu corpo
até vir ao de cima
um novo eu
sexta-feira, 27 de março de 2015
Jacques Tati is in da house!
terça-feira, 24 de março de 2015
sexta-feira, 20 de março de 2015
Gong Est Mort
Há notícias que custam a digerir. Mesmo tendo sabido do acontecimento da morte de Daevid Allen no dia em que ocorreu o óbito, só agora faço menção ao facto, numa espécie de celebração de 7º dia.
Goodnight Daevid Allen
terça-feira, 17 de março de 2015
Imortalidade
Nunca tinha visto esta imagem. Por vezes olho para ela, e parece-me estar na presença de uma montagem. Mas, na verdade, isso pouco importa. Dois dos meus mais adorados brasileiros estão aqui, lado a lado, e parece-me ser a Nara Leão por trás deles. Dos três, só Caetano se encontra entre nós, fisicamente falando. Nara partiu cedo, Drummond mais tarde, mas cedo também, uma vez que o queria imortal. No entanto, é a própria imortalidade que aqui se encontra retratada. O som, a palavra, as vozes de quem viveu e vive para fazer o (meu) mundo mais feliz.
domingo, 8 de março de 2015
É preciso amar Tom Zé (desde o início)
A editora inglesa Mr. Bongo reeditou os dois primeiros álbuns de Tom Zé. Esse acontecimento merece o meu inequívoco aplauso, e torna presente dois álbuns (os primeiros dois) do seu longínquo passado. Em boa hora, claro. Esquecidos no tempo, e afastados há muito do olhar crítico que ambos os discos merecem, Grande Liquidação e Tom Zé estão de novo disponíveis no mercado discográfico. Um deles, o segundo, ainda não o tinha em formato físico, pelo que já vem a caminho. Que chegue depressa e bem, que tem cá um lugarzinho especial à sua espera.
Tom Zé - Grande Liquidação (1968)
Tom Zé - Tom Zé (1970)
quarta-feira, 4 de março de 2015
Aznavour (II)
(um homem e uma mulher)
(um homem e uma mulher: na vida como nos filmes)
(a pele e o aço)
Tirez Sur Le Pianiste é um filme de culto. Truffaut deu-nos um drama policial de grande beleza, mas o que aqui importa hoje, mais do que o filme e os seus encantos, é a presença de Aznavour. O mestre da canção também fez cinema, e bem.
sábado, 28 de fevereiro de 2015
Aznavour (I)
Charles Aznavour é um monstro da canção francesa, e paixão crescente em mim. Ultimamente é com ele que tenho andado, de ouvidos atentos à arte incomparável do seu canto. Também no cinema o conheço há muito, mas isso ficará para outro post. Por hoje, e para que estas linhas se tornem som e imagem, recordo apenas «La Bohème», momento mais que perfeito da sua longa carreira. A melodia, o texto, a interpretação, a voz, tudo é sublime. Deixo-vos dois videos da mesma canção por não ter conseguido decidir-me apenas por um. Vale mesmo a pena vê-los, lendo depois o texto para que o maravilhamento se complete.
↑a preto e branco
e a cores ↓
Je vous parle d'un temps
Que les moins de vingt ans
Ne peuvent pas connaître
Montmartre en ce temps-là
Accrochait ses lilas
Jusque sous nos fenêtres
Et si l'humble garni
Qui nous servait de nid
Ne payait pas de mine
C'est là qu'on s'est connu
Moi qui criais famine
Et toi qui posais nue
La bohème, La bohème
Ça voulait dire on est heureux
La bohème, La bohème
Nous ne mangions qu'un jour sur deux
Dans les cafés voisins
Nous étions quelques-uns
Qui attendions la gloire
Et bien que miséreux
Avec le ventre creux
Nous ne cessions d'y croire
Et quand quelques bistros
Contre un bon repas chaud
Nous prenaient une toile
Nous recitions des vers
Groupés autour du poêle
En oubliant l'hiver
La bohème, La bohème
Ça voulait dire tu es jolie
La bohème, La bohème
Et nous avions tous du génie
Souvent il m'arrivait
Devant mon chevalet
De passer des nuits blanches
Retouchant le dessin
De la ligne d'un sein
Du galbe d'une hanche
Et ce n'est qu'au matin
Qu'on s'asseyait enfin
Devant un café-crème
Epuisés mais ravis
Fallait-il que l'on s'aime
Et qu'on aime la vie
La bohème, La bohème
Ça voulait dire on a vingt ans
La bohème, La bohème
Et nous vivions de l'air du temps
Quand au hasard des jours
Je m'en vais faire un tour
A mon ancienne adresse
Je ne reconnais plus
Ni les murs, ni les rues
Qui ont vu ma jeunesse
En haut d'un escalier
Je cherche l'atelier
Don't plus rien ne subsiste
Dans son nouveau décor
Montmartre semble triste
Et les lilas sont morts
La bohème, La bohème
On était jeunes, on était fous
La bohème, La bohème
Ça ne veut plus rien dire du tout
Que les moins de vingt ans
Ne peuvent pas connaître
Montmartre en ce temps-là
Accrochait ses lilas
Jusque sous nos fenêtres
Et si l'humble garni
Qui nous servait de nid
Ne payait pas de mine
C'est là qu'on s'est connu
Moi qui criais famine
Et toi qui posais nue
La bohème, La bohème
Ça voulait dire on est heureux
La bohème, La bohème
Nous ne mangions qu'un jour sur deux
Dans les cafés voisins
Nous étions quelques-uns
Qui attendions la gloire
Et bien que miséreux
Avec le ventre creux
Nous ne cessions d'y croire
Et quand quelques bistros
Contre un bon repas chaud
Nous prenaient une toile
Nous recitions des vers
Groupés autour du poêle
En oubliant l'hiver
La bohème, La bohème
Ça voulait dire tu es jolie
La bohème, La bohème
Et nous avions tous du génie
Souvent il m'arrivait
Devant mon chevalet
De passer des nuits blanches
Retouchant le dessin
De la ligne d'un sein
Du galbe d'une hanche
Et ce n'est qu'au matin
Qu'on s'asseyait enfin
Devant un café-crème
Epuisés mais ravis
Fallait-il que l'on s'aime
Et qu'on aime la vie
La bohème, La bohème
Ça voulait dire on a vingt ans
La bohème, La bohème
Et nous vivions de l'air du temps
Quand au hasard des jours
Je m'en vais faire un tour
A mon ancienne adresse
Je ne reconnais plus
Ni les murs, ni les rues
Qui ont vu ma jeunesse
En haut d'un escalier
Je cherche l'atelier
Don't plus rien ne subsiste
Dans son nouveau décor
Montmartre semble triste
Et les lilas sont morts
La bohème, La bohème
On était jeunes, on était fous
La bohème, La bohème
Ça ne veut plus rien dire du tout
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Peter Greenaway is back
2015 é ano de novo filme de Greenaway, o que é, pelo menos para mim, uma excelente notícia. O filme trata dos 10 dias passados no México pelo cineasta russo, durante os quais Eisenstein realizou o documentário "Que Viva Mexico!", sobre o dia dos mortos. A par do filme (primeira boa notícia) há ainda a banda sonora, que geralmente é excelente nos filmes do realizador. A ver e a ouvir, portanto.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Pequeno poema sobre o acaso
(tudo é muito pouco
se o acaso fizer pouco
do muito que consegui)
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Pequeno poema enclausurado
(afastar o ar
para melhor respirar)
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Cidadão, mas pouco
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
No fio da agulha
Etiquetas:
Imagens,
Os pequenos prazeres
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Poema
Ontem esqueci-me de dizer
todas as coisas que queria
o tempo é curto
eu bem sei
e tu sabes que o tempo das palavras
não tem fim
nem tem começo
Talvez por isso eu me esqueço
desde o início
de dizer o que queria
não fosse este sobressalto
este reboliço
e as palavras teriam
um dom maior e um outro viço
Mas não as culpemos assim
são tão frágeis
tão singelas
que mesmo quando não dizem
o que queria dizer-te
eu só me zango comigo
nunca me zango com elas
No fundo
o que acontece é bem simples:
o que venho aqui dizer
posso dizer-to em voz muda
no silêncio de algum verso
que ainda está
por escrever
Fica o recado assim dado
e fico eu mais tranquilo
por te dizer o que queria
é bom saber que o que digo
te satisfaz por inteiro
pois não dizer o que é dito
é o dizer mais verdadeiro
todas as coisas que queria
o tempo é curto
eu bem sei
e tu sabes que o tempo das palavras
não tem fim
nem tem começo
Talvez por isso eu me esqueço
desde o início
de dizer o que queria
não fosse este sobressalto
este reboliço
e as palavras teriam
um dom maior e um outro viço
Mas não as culpemos assim
são tão frágeis
tão singelas
que mesmo quando não dizem
o que queria dizer-te
eu só me zango comigo
nunca me zango com elas
No fundo
o que acontece é bem simples:
o que venho aqui dizer
posso dizer-to em voz muda
no silêncio de algum verso
que ainda está
por escrever
Fica o recado assim dado
e fico eu mais tranquilo
por te dizer o que queria
é bom saber que o que digo
te satisfaz por inteiro
pois não dizer o que é dito
é o dizer mais verdadeiro
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
O psicadelismo está na moda
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Poema
(sem sofrimento aparente
a aurora rasga as horas nuas do dia
sem um só gemido seu
e quando um pássaro dormente de sono
levanta as asas abanando o céu
o dia nasce e amanheço eu)
a aurora rasga as horas nuas do dia
sem um só gemido seu
e quando um pássaro dormente de sono
levanta as asas abanando o céu
o dia nasce e amanheço eu)
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Humor
Depois de um início de ano trágico (ver post anterior) há que olhar com sentido de humor para as coisas que mais nos agradam no mundo. Mesmo que uma certa ideia de autocensura permaneça.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Je suis charlie
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
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