Tudo a dançar!
sexta-feira, 14 de abril de 2017
quinta-feira, 30 de março de 2017
domingo, 19 de março de 2017
Poema
Tive a infância retalhada
primeiro lá
ao sol
de outro hemisfério
depois aqui
ao frio
que nunca desejei
A infância era também
subir andares
de prédios
em esqueleto
e saltar
desde que a coragem
o permitisse
(não é outra coisa
isso da infância:
sobrevoar
os ares
sobre a planície)
primeiro lá
ao sol
de outro hemisfério
depois aqui
ao frio
que nunca desejei
A infância era também
subir andares
de prédios
em esqueleto
e saltar
desde que a coragem
o permitisse
(não é outra coisa
isso da infância:
sobrevoar
os ares
sobre a planície)
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Poema
Se fosse portável o amor
ou tivesse morada certa
Se fosse provável o amor
ou uma porta entreaberta
Seria melhor o amor
seria a vida mais completa
domingo, 1 de janeiro de 2017
sábado, 31 de dezembro de 2016
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
Top discos 2016
Já vem sendo tradição. Uma vez mais, e quase no fim de 2016, aqui fica o meu Top 10 do ano em termos musicais.
1) Sr. Chinarro - El Progreso
2) Elza Soares - Mulher do Fim do Mundo * (saído em 2015 no Brasil, mas em 2016 no resto do mundo)
3) David Bowie - Black Star
4) Love of Lesbian - El Poeta Haley
5) Benjamin Biolay - Palermo Hollywood
6) Lambchop - Flotus
7) Marconi Union - Ghost Stations
8) The Divine Comedy - Foreverland
9) Paul Simon - Stranger To Stranger
10) Let’s Eat Grandma - I, Gemini
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
A morte de um poeta é sempre um poema triste
Bela, bela
Mais que bela
Mas como era o nome dela?
Não era Helena, nem Vera
Nem Nara, nem Gabriela
Nem Tereza, nem Maria
Seu nome, seu nome era
Perdeu-se na carne fria
Perdeu-se na confusão
De tanta noite e tanto dia
Perdeu-se na profusão
Das coisas acontecidas
Constelações de alfabeto
Noites escritas a giz
Pastilhas de aniversário
Domingos de futebol
Enterros, corsos, comícios
Roleta, bilhar, baralho
Mudou de cara e cabelos
Mudou de olhos e riso
Mudou de casa e de tempo
Mas está comigo
Perdido comigo
Teu nome
Em alguma gaveta
Mais que bela
Mas como era o nome dela?
Não era Helena, nem Vera
Nem Nara, nem Gabriela
Nem Tereza, nem Maria
Seu nome, seu nome era
Perdeu-se na carne fria
Perdeu-se na confusão
De tanta noite e tanto dia
Perdeu-se na profusão
Das coisas acontecidas
Constelações de alfabeto
Noites escritas a giz
Pastilhas de aniversário
Domingos de futebol
Enterros, corsos, comícios
Roleta, bilhar, baralho
Mudou de cara e cabelos
Mudou de olhos e riso
Mudou de casa e de tempo
Mas está comigo
Perdido comigo
Teu nome
Em alguma gaveta
(poema de Ferreira Gullar, tão bem cantado por Milton Nascimento)
domingo, 4 de dezembro de 2016
terça-feira, 29 de novembro de 2016
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
terça-feira, 22 de novembro de 2016
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Poema
Pior do que tudo
pior que as desgraças naturais
que varrem o mundo
com destruições
a qualquer preço
Pior do que tudo
pior que as mortes e horrores
sem endereço
pior do que a sede
e do que fome
é saber que
toda a saudade tem um nome
pior que as desgraças naturais
que varrem o mundo
com destruições
a qualquer preço
Pior do que tudo
pior que as mortes e horrores
sem endereço
pior do que a sede
e do que fome
é saber que
toda a saudade tem um nome
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Poema
a literatura
com tudo o que nela se mistura
não é uma coisa só
só é a vida pequena
esboço de alma serena
pedaço migalha pó
literatura é mais acima
lugar alto onde se avista
a vida que se imagina
com tudo o que nela se mistura
não é uma coisa só
só é a vida pequena
esboço de alma serena
pedaço migalha pó
literatura é mais acima
lugar alto onde se avista
a vida que se imagina
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
Poema
Apenas livros
livros mais do que tudo
livros em sinal de comunhão
Ao darmos livros
damos também a mão
o gesto a palavra o coração
livros mais do que tudo
livros em sinal de comunhão
Ao darmos livros
damos também a mão
o gesto a palavra o coração
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
sábado, 13 de agosto de 2016
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
Poema
As línguas misturam-se em agosto
enquanto o sol
brilha na demência
de ser rei
As mágoas dissolvem-se também
neste mês
sem ponta da rancor
ou acidez
Por isso
é por aqui que ficarei
enquanto o sol
brilha na demência
de ser rei
As mágoas dissolvem-se também
neste mês
sem ponta da rancor
ou acidez
Por isso
é por aqui que ficarei
terça-feira, 2 de agosto de 2016
terça-feira, 19 de julho de 2016
sexta-feira, 8 de julho de 2016
domingo, 26 de junho de 2016
quinta-feira, 16 de junho de 2016
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