terça-feira, 15 de setembro de 2015

Primo Rufus


E de repente, volto a ouvir ópera e a gostar do que ouço. A culpa é de Rufus Wainwright, e ainda bem que é ele o culpado, uma vez que gosto tanto dele. Prima Donna já faz parte da minha vida. Baseada em entrevistas dadas por Maria Callas à BBC quando já caminhava para o final da sua carreira, Prima Donna revela-se uma ópera acessível, cheia de sentimento, boa de se ouvir. O que mais posso querer, quando a ópera sempre foi para mim um enorme desafio, poucas vezes ganho. Agora ganhámos todos. Ganhou o Rufus Wainwright e ganhei eu.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

É sempre assim


É sempre assim. Quando as férias acabam, começa o trabalho. Depois de 18 anos na mesma escola, talvez tenha agora de mudar. Ainda não sei, mas logo se verá. O que não mudará, isso certamente, é a vontade de ensinar, explicar, e de aprender. Os alunos não só alunos, e os professores não são só professores. Valha-nos isso. Já apetece começar. É sempre assim.

sábado, 8 de agosto de 2015

Chegou a hora!



Sim, é verdade. Chegou a hora. O I Blog Your Pardon voltará em setembro. Até lá pode perder-se, mas chegada a hora, o encontro far-se-á aqui, uma vez mais. 

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

73


Parabéns, Caetano! Todos os anos são teus. 
Os teus, e os meus. Abraçaço!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Poema

(também as palavras 
se aproximam 
umas das outras
quando estão sós)

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Poema para musicar

Nunca mais era sábado
e nunca foi
a relva por cortar
as unhas por roer
até os pássaros
em volta decidiram
não cantar

Nunca mais era sábado
e nunca foi
houve uma sexta
que falhou
mas que ninguém
à nossa volta
reparou

O que faltou afinal
não foi nada
de concreto
mas tardou-se
na procura
e ficou tudo
a céu aberto


terça-feira, 23 de junho de 2015

Mil Tom x 2



Alguns dias depois da morte do grande Fernando Brant, deixo-vos aqui dois discos de homenagem a Milton Nascimento. Em várias das canções destes álbuns, a escrita de Brant está bem presente, e se os leitores destas linhas conhecerem algo do universo da música mineira dos anos 70, sobretudo do Clube da Esquina, terão muitos motivos de contentamento ao fazer o download legal que vos proponho. É só preciso aceder aos respetivos links.



Disco dois

* este post inaugura um nova etiqueta: downloads legais

quarta-feira, 17 de junho de 2015

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Poema

Mergulho nas palavras
agora que o verão
escolhe as mais belas
e as mais frescas

Deito-me à sombra
sentindo-lhes o travo 
madrugador e inquieto
das surpresas

As palavras servem-se
do que são e do que valem
mostrando-me a luz
permeável das certezas 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

E vão 34!


C'um caneco!
(o atraso deste post em relação ao dia da grande vitória
deve-se ao facto de ter estado em intensas comemorações)

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Poema

Tudo vale um só aceno
no assomo final
da despedida

E a memória deixa livre
o gesto em abandono
da partida

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Poema

Foi tudo assim
repentino
o sangue do destino 
fez tudo secar
quando a chuva veio
e acabou por
me inundar

sábado, 11 de abril de 2015

Coisas novas, coisas antigas

Fosse sempre assim, a vida: 
o prazer das coisas antigas e a delícia das coisas novas.



Popol Vuh - In Den Garten Pharaos (1971)



David Sylvian e Holger Czukay - Plight & Premonition (1988)



Eef Barzelay - Eldorado 13 Slash 14 (2015)



Stealing Sheep - Not Real (2015)

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Poema

Queria a água 
toda minha
imensa 
a cobrir as terras 
até ao teto
do céu

Só bem depois
mergulharia
a estranheza 
do meu corpo
até vir ao de cima
um novo eu


sexta-feira, 27 de março de 2015

sexta-feira, 20 de março de 2015

Gong Est Mort



Há notícias que custam a digerir. Mesmo tendo sabido do acontecimento da morte de Daevid Allen no dia em que ocorreu o óbito, só agora faço menção ao facto, numa espécie de celebração de 7º dia.



Goodnight Daevid Allen

terça-feira, 17 de março de 2015

Imortalidade


Nunca tinha visto esta imagem. Por vezes olho para ela, e parece-me estar na presença de uma montagem. Mas, na verdade, isso pouco importa. Dois dos meus mais adorados brasileiros estão aqui, lado a lado, e parece-me ser a Nara Leão por trás deles. Dos três, só Caetano se encontra entre nós, fisicamente falando. Nara partiu cedo, Drummond mais tarde, mas cedo também, uma vez que o queria imortal. No entanto, é a própria imortalidade que aqui se encontra retratada. O som, a palavra, as vozes de quem viveu e vive para fazer o (meu) mundo mais feliz. 

domingo, 8 de março de 2015

É preciso amar Tom Zé (desde o início)

A editora inglesa Mr. Bongo reeditou os dois primeiros álbuns de Tom Zé. Esse acontecimento merece o meu inequívoco aplauso, e torna presente dois álbuns (os primeiros dois) do seu longínquo passado. Em boa hora, claro. Esquecidos no tempo, e afastados há muito do olhar crítico que ambos os discos merecem, Grande Liquidação e Tom Zé estão de novo disponíveis no mercado discográfico. Um deles, o segundo, ainda não o tinha em formato físico, pelo que já vem a caminho. Que chegue depressa e bem, que tem cá um lugarzinho especial à sua espera.



Tom Zé - Grande Liquidação (1968)



Tom Zé - Tom Zé (1970)

quarta-feira, 4 de março de 2015

Aznavour (II)



(um homem e uma mulher)


(um homem e uma mulher: na vida como nos filmes)


(a pele e o aço)


Tirez Sur Le Pianiste é um filme de culto. Truffaut deu-nos um drama policial de grande beleza, mas o que aqui importa hoje, mais do que o filme e os seus encantos, é a presença de Aznavour. O mestre da canção também fez cinema, e bem.