terça-feira, 22 de setembro de 2015
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Primo Rufus
E de repente, volto a ouvir ópera e a gostar do que ouço. A culpa é de Rufus Wainwright, e ainda bem que é ele o culpado, uma vez que gosto tanto dele. Prima Donna já faz parte da minha vida. Baseada em entrevistas dadas por Maria Callas à BBC quando já caminhava para o final da sua carreira, Prima Donna revela-se uma ópera acessível, cheia de sentimento, boa de se ouvir. O que mais posso querer, quando a ópera sempre foi para mim um enorme desafio, poucas vezes ganho. Agora ganhámos todos. Ganhou o Rufus Wainwright e ganhei eu.
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
É sempre assim
É sempre assim. Quando as férias acabam, começa o trabalho. Depois de 18 anos na mesma escola, talvez tenha agora de mudar. Ainda não sei, mas logo se verá. O que não mudará, isso certamente, é a vontade de ensinar, explicar, e de aprender. Os alunos não só alunos, e os professores não são só professores. Valha-nos isso. Já apetece começar. É sempre assim.
sábado, 8 de agosto de 2015
Chegou a hora!
Sim, é verdade. Chegou a hora. O I Blog Your Pardon voltará em setembro. Até lá pode perder-se, mas chegada a hora, o encontro far-se-á aqui, uma vez mais.
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
terça-feira, 4 de agosto de 2015
sábado, 1 de agosto de 2015
domingo, 26 de julho de 2015
quinta-feira, 23 de julho de 2015
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Poema para musicar
Nunca mais era sábado
e nunca foi
a relva por cortar
as unhas por roer
até os pássaros
em volta decidiram
não cantar
Nunca mais era sábado
e nunca foi
houve uma sexta
que falhou
mas que ninguém
à nossa volta
reparou
O que faltou afinal
não foi nada
de concreto
mas tardou-se
na procura
e ficou tudo
a céu aberto
e nunca foi
a relva por cortar
as unhas por roer
até os pássaros
em volta decidiram
não cantar
Nunca mais era sábado
e nunca foi
houve uma sexta
que falhou
mas que ninguém
à nossa volta
reparou
O que faltou afinal
não foi nada
de concreto
mas tardou-se
na procura
e ficou tudo
a céu aberto
sábado, 11 de julho de 2015
sábado, 4 de julho de 2015
segunda-feira, 29 de junho de 2015
terça-feira, 23 de junho de 2015
Mil Tom x 2
Alguns dias depois da morte do grande Fernando Brant, deixo-vos aqui dois discos de homenagem a Milton Nascimento. Em várias das canções destes álbuns, a escrita de Brant está bem presente, e se os leitores destas linhas conhecerem algo do universo da música mineira dos anos 70, sobretudo do Clube da Esquina, terão muitos motivos de contentamento ao fazer o download legal que vos proponho. É só preciso aceder aos respetivos links.
quarta-feira, 17 de junho de 2015
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Poema
Mergulho nas palavras
agora que o verão
escolhe as mais belas
e as mais frescas
agora que o verão
escolhe as mais belas
e as mais frescas
Deito-me à sombra
sentindo-lhes o travo
madrugador e inquieto
das surpresas
As palavras servem-se
do que são e do que valem
mostrando-me a luz
permeável das certezas
quinta-feira, 21 de maio de 2015
E vão 34!
C'um caneco!
(o atraso deste post em relação ao dia da grande vitória
deve-se ao facto de ter estado em intensas comemorações)
quarta-feira, 13 de maio de 2015
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Poema
Tudo vale um só aceno
no assomo final
da despedida
E a memória deixa livre
o gesto em abandono
da partida
domingo, 3 de maio de 2015
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Poema
Foi tudo assim
repentino
o sangue do destino
fez tudo secar
quando a chuva veio
e acabou por
me inundar
quinta-feira, 16 de abril de 2015
sábado, 11 de abril de 2015
Coisas novas, coisas antigas
Fosse sempre assim, a vida:
o prazer das coisas antigas e a delícia das coisas novas.
Popol Vuh - In Den Garten Pharaos (1971)
David Sylvian e Holger Czukay - Plight & Premonition (1988)
Eef Barzelay - Eldorado 13 Slash 14 (2015)
Stealing Sheep - Not Real (2015)
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Poema
Queria a água
toda minha
imensa
a cobrir as terras
até ao teto
do céu
Só bem depois
mergulharia
a estranheza
do meu corpo
até vir ao de cima
um novo eu
sexta-feira, 27 de março de 2015
terça-feira, 24 de março de 2015
sexta-feira, 20 de março de 2015
Gong Est Mort
Há notícias que custam a digerir. Mesmo tendo sabido do acontecimento da morte de Daevid Allen no dia em que ocorreu o óbito, só agora faço menção ao facto, numa espécie de celebração de 7º dia.
Goodnight Daevid Allen
terça-feira, 17 de março de 2015
Imortalidade
Nunca tinha visto esta imagem. Por vezes olho para ela, e parece-me estar na presença de uma montagem. Mas, na verdade, isso pouco importa. Dois dos meus mais adorados brasileiros estão aqui, lado a lado, e parece-me ser a Nara Leão por trás deles. Dos três, só Caetano se encontra entre nós, fisicamente falando. Nara partiu cedo, Drummond mais tarde, mas cedo também, uma vez que o queria imortal. No entanto, é a própria imortalidade que aqui se encontra retratada. O som, a palavra, as vozes de quem viveu e vive para fazer o (meu) mundo mais feliz.
domingo, 8 de março de 2015
É preciso amar Tom Zé (desde o início)
A editora inglesa Mr. Bongo reeditou os dois primeiros álbuns de Tom Zé. Esse acontecimento merece o meu inequívoco aplauso, e torna presente dois álbuns (os primeiros dois) do seu longínquo passado. Em boa hora, claro. Esquecidos no tempo, e afastados há muito do olhar crítico que ambos os discos merecem, Grande Liquidação e Tom Zé estão de novo disponíveis no mercado discográfico. Um deles, o segundo, ainda não o tinha em formato físico, pelo que já vem a caminho. Que chegue depressa e bem, que tem cá um lugarzinho especial à sua espera.
Tom Zé - Grande Liquidação (1968)
Tom Zé - Tom Zé (1970)
quarta-feira, 4 de março de 2015
Aznavour (II)
(um homem e uma mulher)
(um homem e uma mulher: na vida como nos filmes)
(a pele e o aço)
Tirez Sur Le Pianiste é um filme de culto. Truffaut deu-nos um drama policial de grande beleza, mas o que aqui importa hoje, mais do que o filme e os seus encantos, é a presença de Aznavour. O mestre da canção também fez cinema, e bem.
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