domingo, 31 de março de 2013

Madeira (III): Porto Moniz, primeira parte


Depois de uma vertigem de pedras e verde, Porto Moniz! Este foi o local de que mais gostei em toda a Madeira. A beleza agreste da natureza, o contraste das cores da terra, do negro das rochas, do verde da vegetação, do azul forte do mar. Aquele grande rochedo que se vê mais ao fundo, já dentro do mar, ilha ao lado de uma ilha maior, aparecerá de novo por aqui, num post em homenagem a alguns dos meus heróis da infância.

sábado, 30 de março de 2013

Poema

Nada me tira
do desassossego
destes versos
nada me conforta
ou me alucina

Apenas a escrita
do que dizem
(e pouco dizem)
me alimenta
e me fascina

sexta-feira, 29 de março de 2013

Madeira (II) "Sissi and me"


Ao lado de Elisabeth Amalie Eugenie von Wittelsbach. Dizendo assim, poucos saberão tratar-se de Isabel da Áustria (1837-1898), ou se quisermos, de Sissi, a jovem Imperatriz. A sua estada na Madeira ficou perpetuada por esta estátua, e eu sentei-me a seu lado para uma foto e um pouco de companhia. Ela aceitou.

quinta-feira, 28 de março de 2013

quarta-feira, 27 de março de 2013

Madeira (I)


Fomos dar um passeio pela Madeira. Durante 5 dias andámos por muitos locais da ilha e fomos saboreando a insularidade. Em alguns dos sítios onde estivemos, sentimos que estávamos noutro planeta. Locais distantes de tudo, isolados, cercados por montanhas e mar. Há nisso tudo algum encanto, confesso. Mas não o suficiente para fazer da Madeira um lar, digamos assim. Mostrarei neste blog, nos próximos dias, alguns momentos passados na ilha. Por isso, para quem quiser, é embarcar, é embarcar...

terça-feira, 26 de março de 2013

5 tangerinas


( partir, viajar, percorrer ondas de sons sem fim à vista, e sem cinto de segurança )



Phaedra, Rubycon, Ricochet, Stratosfear, Cyclone + extras numa só box )

segunda-feira, 25 de março de 2013

Uma alucinação


Andar perdido entre sonhos e alucinações talvez seja o melhor caminho para nos encontrarmos, ou para nos perdermos, o que é mais ou menos a mesma coisa. Somos muito mais aquilo que não julgamos ser, do que aquilo que afirmamos, não é verdade "meu tímido"?

domingo, 24 de março de 2013

Night Train - ideias à volta de um disco (III)


Ando em viagem com Oscar Peterson Trio, e não me canso. Estou em boa companhia. Há sempre tempo para mais um percurso, que mesmo sendo repetido nunca cansa. Ainda bem que já tirei o passe há muito tempo!  From Station to Station, cá ando eu, jazzing myself

* a referência ao disco de Bowie é propositada, uma vez que as grandes obras nunca são esquecidas

sábado, 23 de março de 2013

quinta-feira, 21 de março de 2013

Nem sempre

Não me recordo
do tempo
mais íntimo
ou do que dissemos
e vivemos
porque nem sempre
a verdade nos
conforta

Quando o tempo avança
nem sempre a memória
importa

quarta-feira, 20 de março de 2013

terça-feira, 19 de março de 2013

Somos todos santos, como Bowie é!



Ainda ando a celebrar o regresso de David Bowie, ao mesmo tempo que avanço e recuo na audição de trabalhos da sua longa discografia. Stop obrigatório nestes últimos dias tem sido a compilação All Saints. Quase exclusivamente instrumental, All Saints centra-se nos trabalhos berlinenses de Bowie, embora nos mostre 3 originais muito interessantes. All Saints revela-nos um músico mais distante do estrelato, mais frio na sonoridade, quase gélido até. Eu gosto deste Bowie! Gosto muito, e estou com ele. Santifico-me assim, ouvindo-o. 




segunda-feira, 18 de março de 2013

In Cambridge (CFTPA)


(capa de In Cambridge)

Uma das minhas últimas e recentes paixões tem agora o seu único registo oficial ao vivo. Mesmo já tendo terminado, o projeto Casiotone For The Painfully Alone deu o último sinal de vitalidade discográfica, já em 2013, no passado mês de fevereiro. Este live album In Cambridge mostra-nos 14 clássicos ao som de pianos, órgãos, cornetas, guitarras, baterias e percussões. Um autêntico festim melódico, embora não compatível com todos os ouvidos do planeta. Bela surpresa póstuma, digamos assim. A parte que menos me agrada é não haver edição em cd, embora o vinil me pareça bem apetecível. Para já, contento-me com o formato mp3.


(a edição em vinil)

domingo, 17 de março de 2013

Para ver e ouvir


Depois de um belíssimo disco de estúdio (um disco de Caetano com a voz de Gal) eis que chega ao público o duplo registo do show Recanto ao Vivo. Enorme sucesso no Brasil, o disco que está na origem deste post passou completamente despercebido por cá (foi, no entanto, um dos meus eleitos no ano de 2011), e não acredito que o cd e o dvd (cuja capa aqui se mostra) surjam à venda em Portugal, e muito menos creio que Recanto ao Vivo chegue aos nossos palcos. É pena, se assim for. Há muitos anos que Gal Costa não se apresentava com a qualidade que este Recanto tem.

sábado, 16 de março de 2013

Mulheres e guitarras


A mulher é um ser sensual. A guitarra é um instrumento sensual. Uma mulher e uma guitarra são sensualmente compatíveis, e podem resultar fascinantes, quando se encontram harmoniosamente. Neste caso, a guitarra esconde o que o corpo não quer mostrar, ao mesmo tempo que o corpo revela o que a guitarra não pode esconder. Instrumentos de sensualidade desmedida, a guitarra e a mulher. Uma mulher com uma guitarra acaba (quase) sempre por me surpreender.

* este post inaugura uma nova etiqueta

sexta-feira, 15 de março de 2013

quinta-feira, 14 de março de 2013

Um disco político


Diz a crítica que o novo disco de Steve Mason é marcadamente político. Eu acredito, e tomarei as minhas conclusões em posteriores audições. O que me parece claro, para já, é que Monkey Minds In The Devil's Time é muito bom, um trabalho ao nível dos eps e dos primeiros dois longas dos The Beta Band. Vinte canções a ter em conta, ou talvez não sejam bem duas dezenas, uma vez que algumas das faixas são interlúdios, digamos assim. A ouvir com muita atenção, porque me parece que pode ser um caso sério!

quarta-feira, 13 de março de 2013

Um disco nostálgico


Mala é o novo disco de Devendra Banhart. Há já quatro anos que não se fazia escutar, e até por isso o seu regresso é muito saudado por mim. Talvez seja o seu trabalho menos exuberante, pelo menos é o que me parece numa primeira escuta, e sobretudo se não tivermos em conta os seus primeiros LPs. A palavra nostalgia vai bem com todas as 14 canções de Mala. Gosto de Devendra, e esta Mala parece-me bem recheada de coisas boas, para se ir saboreando aos poucos e sem pressas. Não será para todos os gostos, mas isso não é problema que me aflija. 
Por fim, uma dupla referência que descobri na net: Mala é uma afetuosa expressão sérvia (ou até de outros países da europa de leste) que quer dizer "coisa boa" ou equivalente, quando usada entre pessoas enamoradas, por exemplo. É que Devendra Banhart está noivo de uma sérvia, e talvez assim já se perceba melhor este título... E, finalmente, a pintura que serve de capa do disco é da autoria do próprio artista. Eu gosto de tudo, para não variar.

terça-feira, 12 de março de 2013

Poema

Faz de conta que não vês
e que não ouves
nega-te a acreditar
no que te dizem
fecha-te em ti mesmo
e guarda a chave do que és
no interior mais fundo
que puderes

Faz de conta que és livre
e serás o que quiseres

segunda-feira, 11 de março de 2013

Reler é fazer ECO do ruído original


Reler é fazer ECO do ruído original. Reler um livro pode ser uma aventura ainda maior do que a vivida na primeira vez. Parece ser o caso, agora. Depois de alguns anos, A Misteriosa Chama da Rainha Loana voltou ao meu convívio. Tudo aconteceu sem que disso fizesse questão, mas apenas porque voltei a olhar para a capa, e não resisti ao impulso de ter a obra de novo nas mãos. Pergunto: como posso resistir a estes desenhos, a esta mancha gráfica tão deliciosa, que me transporta para outros tempos anteriores aos tempos da minha infância? Se a composição gráfica cativa, o recheio não me agrada menos. Este é o livro de ECO que prefiro, e pouco mais há a justificar: um avc, a memória que desaparece, o longo reencontro com a identidade esquecida, e muitas e muitas ilustrações são o garante de uma santa releitura. 

domingo, 10 de março de 2013

Play it again, Kevin.


Kevin Ayers está bem vivo, e em minha casa. Acolho-o como se deve acolher uma estrela: com cuidados especiais para que não se torne cadente. O acordo feito entre nós é simples, e diz-se numa ideia ainda mais simples: eu trato de o manter vivo, ela dá-me um pouco mais de vida. Resulta, como sempre resultou, mas agora numa relação ainda mais próxima e diária. Que outra forma haverá de colmatar certas ausências? Volta e meia peço-lhe, play it again, Kevin, e a sua resposta é sempre genial.



sexta-feira, 8 de março de 2013

Poema

Um dia encontrarás
uma árvore onde
possas repousar
e passar-se-ão meses
estações a fio
e nela ficarás
na posição escolhida
encostado ao tronco
ou mais acima
no mais tenso ramo
que te sustentar

E se algum dia
quiseres pôr um fim
ao tempo de espera
levanta-te e anda
que a vida é que manda
quando hás de
acabar

quinta-feira, 7 de março de 2013

Poema

A mais alta literatura:
guardar João Cabral de Melo Neto
na prateleira mais elevada
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e fora do alcance
de qualquer braço esticado


quarta-feira, 6 de março de 2013

Poema

(dizer que 
um dia tem
precisamente
24 horas
é um absurdo
uma vez que
sabemos
que na imprecisão
de um segundo
pode estar 
uma vida
inteira)

terça-feira, 5 de março de 2013

One More Robot, please!


(capa de One More Robot)

One More Robot é um objeto de coleção. Apenas foram feitos 100 exemplares, e todos eles foram assinados pelos cinco membros da banda. No total, o que aqui temos é um conjunto de 18 canções (b-sides e early mixes) compiladas por Kliph Scurlock. Diz-se por aí que pouco mais de uma dezena foram, até ao momento, vendidos, o que dirá bem do preço de cada cd, que oficialmente desconheço. No entanto, em sites como o Discogs, por exemplo, há quem os venda por pouco mais de 150 euros, o que nem é um preço muito exorbitante, diga-se. Claro que adoraria ter um exemplar, não só por gostar da banda e das suas excentricidades sonoras, mas porque considero Yoshimi Battles The Pink Robots um dos melhores discos do século XXI. A capa deste One More Robot também me fascina, uma vez que o imaginário gráfico do disco de 2002 está bem presente, and i like it



(contracapa de One More Robot)

segunda-feira, 4 de março de 2013

♪♪ I'm a poor lonesome cowboy ♪♪


O jornal Público dá-se bem com Lucky Luke, e isso deixa-me satisfeito. Aliás, o referido diário já fez mais pela banda desenhada em Portugal, do que todos os outros juntos. Também é por isso que gosto de o comprar, e quando surge uma nova coleção de bd, a minha gratidão nota-se. Já foram publicados os primeiros quatro números, num total de 15. Alguns são inéditos, outros há muito que não se encontram no mercado. Por tudo isto, esta nova Coleção Lucky Luke merece o meu aplauso e a minha vénia. 


domingo, 3 de março de 2013

The Next Day


Depois do longo silêncio, o inesperado som de The Next Day! O que podemos exigir a um homem que se confunde com a história da música rock, e que a soube representar da melhor maneira possível ao longo de várias décadas? Depois de tantos e bons discos, o que terá Bowie ainda para nos dizer, agora que se aproxima da barreira etária dos 70? Mais uma viragem camaleónica? Um ajuste de contas com o passado, resumindo-o em mais um disco? Bowie parece-se com Bowie (passe a quase impossibilidade da expressão) neste The Next Day? Eu tenho uma primeira resposta para todas estas questões, mas não me atrevo a dá-la. Também eu aprendi com o tempo, que em fase de maravilhamento, o melhor que há a fazer é sorrir, e dar graças por qualquer coisa que não sabemos bem o que é.

sábado, 2 de março de 2013

Bowie (once more)


E como não há duas sem três, aqui fica a foto da capa da revista Uncut (abril de 2013), que promete ter muitos motivos de interesse. Bowie está de volta, e isso é sempre um acontecimento!

sexta-feira, 1 de março de 2013

Blitz goes Bowie


E por falar em revistas (leia-se o post de ontem), a nossa Blitz surpreende-me, de quando em vez, com belíssimas capas! Sabemos que Bowie sempre foi um tipo cheio de fotogenia, mas por vezes abusa, como é o caso. Para mais, e ao fim de 10 anos, o ser mais camaleónico do universo musical está de volta! Não se pode desejar mais, pois não?