Agora os festivais são outros, à beira mar.
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terça-feira, 15 de agosto de 2017
sábado, 1 de julho de 2017
sexta-feira, 14 de abril de 2017
terça-feira, 29 de novembro de 2016
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
sábado, 13 de agosto de 2016
terça-feira, 2 de agosto de 2016
sexta-feira, 8 de julho de 2016
sábado, 7 de maio de 2016
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Os dias felizes! (una llamada a la acción)
Sr. Chinarro (Antonio Luque) e eu.
(Hotel Petit Palace, Calle del Arenal, Madrid, 29 de abril)
(com Jaime Beltrán, dos Pájaro Jack)
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
É sempre assim
É sempre assim. Quando as férias acabam, começa o trabalho. Depois de 18 anos na mesma escola, talvez tenha agora de mudar. Ainda não sei, mas logo se verá. O que não mudará, isso certamente, é a vontade de ensinar, explicar, e de aprender. Os alunos não só alunos, e os professores não são só professores. Valha-nos isso. Já apetece começar. É sempre assim.
sábado, 8 de agosto de 2015
Chegou a hora!
Sim, é verdade. Chegou a hora. O I Blog Your Pardon voltará em setembro. Até lá pode perder-se, mas chegada a hora, o encontro far-se-á aqui, uma vez mais.
domingo, 26 de julho de 2015
quinta-feira, 23 de julho de 2015
sábado, 11 de julho de 2015
quinta-feira, 21 de maio de 2015
E vão 34!
C'um caneco!
(o atraso deste post em relação ao dia da grande vitória
deve-se ao facto de ter estado em intensas comemorações)
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Os 10 de 2014
É já um hábito que prezo há muito. Mostrar aqui os 10 discos que mais gostei de ouvir no ano que agora finda, é um exercício que faço com muito gosto. Num ano musical marcado por muitas e boas surpresas e acontecimentos (sobretudo pelo trabalho que vou desenvolvendo com o site Altamont - Music For The Music Generation), escolher estes 10 discos não foi (aliás, nunca é) tarefa fácil. Sempre dividido entre a música que se vai fazendo com sotaques diferentes pelo mundo fora, talvez a grande surpresa venha do facto do primeiro lugar ser para um disco instrumental, e de Jazz. Enfim, talvez isso também seja sinal dos tempos. Ou melhor, do meu tempo. É também um pouco do meu tempo que aqui vos proponho. Passei muitas horas a ouvir estes 10 discos. Muitas e boas horas, e muitos e bons discos, estes e outros. Até para o ano, mais ou menos por esta altura. Era bom sinal voltarmos a estar juntos.
1) Dylan Howe – Subterranean: New Designs On Bowie’s Berlin
2) Luke Haines – New York In The 70’s

3) Sr. Chinarro – Perspectiva Caballera
4) Tom Zé – Vira Lata Na Via Láctea
5) Moreno Veloso – Coisa Boa
6) Damon Albarn – Everyday Robots
7) Les Big Byrd – They Worshipped Cats
8) Camera – Remember I Was Carbon Dioxide
9) Beck – Morning Phase
10) Joan As Police Woman – The Classic
Deixo ainda o meu momento musical do ano, marcado por um feliz reencontro com o vinil. O pequeno texto que redigi a esse propósito para o site Altamont, é o que a seguir se escreve:
O reencontro definitivo com o vinil, com as “rodelas pretas” da minha juventude. Desapareceram (ou quase) da minha vida, e com esse desaparecimento esqueci-me da alegria e do prazer de andar com discos debaixo do braço, do prazer e da alegria de os tirar das capas para os colocar no prato (com a delicadeza que devemos às coisas boas), dispostos ao jugo da agulha que lhes revela a alma. Essa alegria e esse prazer deixaram de ser nostálgicos, para se tornarem presentes, uma vez mais. E para todo o sempre, espero.
* a capa em destaque é a do disco que escolhi para número 1 do meu Top de 2014.
sábado, 1 de novembro de 2014
Wayne Shorter no CCB
Antes: saber que vou ouvir e ver (a ordem verbal é a mais correta, mas a inversa também poderia ser absolutamente verdadeira) uma lenda viva da música deste e do século anterior é algo que me deixa nervoso e inquieto. Expectante, sobretudo. Não consigo parar de pensar nesse facto e tento antecipar o primeiro impacto, o primeiro momento, o instante em que na minha cabeça não existirá mais nada a não ser o concerto de Wayne Shorter na principal sala do Centro Cultural de Belém. Até lá sofro e comovo-me, ao mesmo tempo que recordo discos e temas que fizeram de Shorter o monstro do jazz que todos conhecemos. São muitos, mas um há em particular, aquele que me colocou pela primeira vez perante o músico, que até à data apenas conhecia de nome: Native Dancer, disco de 1974. Depois desse álbum (que tem «Ponta de Areia», por exemplo, e que amo até aos dias de hoje) fui desbravando caminho e conhecendo os inevitáveis Juju e Speak No Evil, e ainda The Soothsayer ou Super Nova, apenas para mencionar alguns dos trabalhos gravados em nome próprio. A estes fui adicionando outros, em que a sua participação como músico / compositor foi absolutamente extraordinária e marcante: E.S.P, In A Silent Way, Nefertiti eBitches Brew, (com Miles Davis), I Sing The Body Electric (Weather Report), Free Form(Donald Bird) e 1+1 (com Herbie Hancock). Estes são apenas os que mais me marcaram, e, pelo que se vê na amostra apresentada, como poderei eu estar noutro estado que não o da inquietação? Tenho contado os dias e as horas. Vai ser hoje, e com Wayne Shorter estarão em palco outras feras do jazz. A saber: Danilo Perez (piano), John Patitucci (contrabaixo) e Brian Blade (bateria). Será na companhia destes senhores que vou estar mais logo, daqui a poucas horas, no CCB, e quase tremo ao escrever estas linhas.
Durante: As conversas começam. Os instrumentos trocam entre si os primeiros recados, as primeiras ideias, esboçam os primeiros conceitos. Dir-se-á que assisto a monólogos em franca conversa. Levado por ritmos e melodias improváveis, cedo percebo que estarei longos minutos ocupado a perceber tudo o que vai acontecendo à minha frente. Estou pertíssimo do palco, e tenho a sensação de que me apercebo das súbitas alterações de direção musical antes mesmo destas acontecerem. A música é também uma evidência física, e a proximidade com ela não é um facto que se deva desprezar neste tipo de performance. Há momentos de acalmia e outros de intensa tempestade. Os fraseados de Wayne Shorter começam a ganhar espaço entre o piano, o contrabaixo e a bateria efervescente de Brian Blade (sempre muito intenso nas batidas, embora me pareça, por vezes, que abusa um pouco dos mesmos recursos rítmicos). Tudo vai crescendo, ganhando corpo. Há revoluções que ocorrem em poucos segundos, êxtases que provocam alguns «bravo!» vindos da plateia. Passam 55 minutos como se tivessem apenas passado meia dúzia. O primeiro mar de aplausos invade a sala e estatela-se de encontro à boca do palco. Os músicos sorriem, agradecidos. Segue-se novo tema, curto desta vez, preciso, com uma contenção maior, menos free do que o longo momento anterior. Nova onda de aplausos. A maré de contentamento está alta. O quarteto junta-se, despede-se com a vénia costumeira, e é o fim do concerto, julgo eu. Afinal, minutos depois, percebo que é mentira. Eles regressam, para grande alívio de todos. Tocam mais um tema curto, certeiro, na mouche. Fogem de novo para os bastidores, e de novo regressam para a última composição da noite. É o que adivinha. Nova onda de delírio percorre a sala, e o fim acontece mesmo alguns momentos depois. Ainda regressam mais uma vez, apenas para nova colheita de aplausos, que nunca cessaram até ao acender das luzes de palco. Wayne Shorter continua grande, mas a idade pesa. São mais de 80 anos de vida. No entanto, se fechar os olhos – e fechei-os inúmeras vezes – está novo e tão inovador como sempre foi. Em muitos momentos do concerto fui vivendo peripécias interiores. Fui para onde a música me levou, e levou-me a lugares incertos e improváveis. Pensei em O Som e a Fúria, de Faulkner, nos instantes de maior exaltação composicional. Pensei no célebre 18.º capítulo do Ulisses, de James Joyce, nos momentos onde os fraseados dos instrumentos eram avassaladores e nada normativos. Pensei ainda noutras coisas que não refiro aqui por pudor e por decência. Os sons comandaram-me a cabeça. Eu apenas obedeci às suas ordens fantasiosas.
Depois: acabou o concerto, e a partir de agora só a memória desse momento existirá. Os ecos do saxofonista soprano irão permanecer comigo durante dias e dias. Vou com a sensação privilegiada de ter assistido a um grande concerto, e com a absoluta certeza da existência de um Olimpo que, de quando em vez, desce à Terra e abre a porta da sua casa e dos seus sons aos ouvidos humildes e humanos. Sei que ganhei muita coisa e que perdi outra tanta. É muita oferta para uma cabeça, dois ouvidos e um só coração. Custa muito a constatação do fim, mas não custa rigorosamente nada sonhar que tudo ainda continua e continuará. Faço-me ao caminho na longa avenida de Belém. Tento assobiar a melodia impossível que trago dentro de mim. Vou sorrindo, e só eu sei porquê, andando ao encontro da felicidade que deixei para trás.
* texto de minha autoria que pode também ser encontrado no site Altamont - Music For The Music Generation
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