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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Aznavour (I)


Charles Aznavour é um monstro da canção francesa, e paixão crescente em mim. Ultimamente é com ele que tenho andado, de ouvidos atentos à arte incomparável do seu canto. Também no cinema o conheço há muito, mas isso ficará para outro post. Por hoje, e para que estas linhas se tornem som e imagem, recordo apenas «La Bohème», momento mais que perfeito da sua longa carreira. A melodia, o texto, a interpretação, a voz, tudo é sublime. Deixo-vos dois videos da mesma canção por não ter conseguido decidir-me apenas por um. Vale mesmo a pena vê-los, lendo depois o texto para que o maravilhamento se complete.


a preto e branco
e a cores 



Je vous parle d'un temps
Que les moins de vingt ans
Ne peuvent pas connaître
Montmartre en ce temps-là
Accrochait ses lilas
Jusque sous nos fenêtres
Et si l'humble garni
Qui nous servait de nid
Ne payait pas de mine
C'est là qu'on s'est connu
Moi qui criais famine
Et toi qui posais nue

La bohème, La bohème
Ça voulait dire on est heureux
La bohème, La bohème
Nous ne mangions qu'un jour sur deux

Dans les cafés voisins
Nous étions quelques-uns
Qui attendions la gloire
Et bien que miséreux
Avec le ventre creux
Nous ne cessions d'y croire
Et quand quelques bistros
Contre un bon repas chaud
Nous prenaient une toile
Nous recitions des vers
Groupés autour du poêle
En oubliant l'hiver

La bohème, La bohème
Ça voulait dire tu es jolie
La bohème, La bohème
Et nous avions tous du génie

Souvent il m'arrivait
Devant mon chevalet
De passer des nuits blanches
Retouchant le dessin
De la ligne d'un sein
Du galbe d'une hanche
Et ce n'est qu'au matin
Qu'on s'asseyait enfin
Devant un café-crème
Epuisés mais ravis
Fallait-il que l'on s'aime
Et qu'on aime la vie

La bohème, La bohème
Ça voulait dire on a vingt ans
La bohème, La bohème
Et nous vivions de l'air du temps
Quand au hasard des jours

Je m'en vais faire un tour
A mon ancienne adresse
Je ne reconnais plus
Ni les murs, ni les rues
Qui ont vu ma jeunesse
En haut d'un escalier
Je cherche l'atelier
Don't plus rien ne subsiste
Dans son nouveau décor
Montmartre semble triste
Et les lilas sont morts

La bohème, La bohème
On était jeunes, on était fous
La bohème, La bohème
Ça ne veut plus rien dire du tout

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

"encore une fois"

As obsessões dão nisto. Vincent Delerm e o seu recentíssimo disco ocupam-me os dias, e os sonhos sonoros dos silêncios diurnos e noturnos. 


sábado, 7 de dezembro de 2013

Clássica Joana!


Ainda há que esperar alguns meses. Segundo consta, The Classic só chegará em março de 2014. Para já, é o que temos: a capa e o vídeo.


domingo, 14 de julho de 2013

Optimus Alive (III)

E pronto, tudo o que é bom acaba, e espero que hoje acabe com um grande concerto dos Alt-j (∆). Para o ano há mais, Lou? Era muito bom sinal!


sábado, 13 de julho de 2013

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Optimus Alive (I)

Começa hoje, e eu vou lá estar. Eu e o meu filho Lourenço não vamos perder Vampire Weekend, por exemplo. Rock On!


terça-feira, 2 de julho de 2013

Bienvenu, Au Revoir Simone!


Estas meninas estão em fase avançada de gravação do seu próximo disco. Vai dar pelo nome de Move in Spectrums, e desejo que seja melhor do que o último. Aliás, espero que seja como os dois primeiros. Eu confio nelas. Como não confiar em anjos terrestres? 
Por agora pode ouvir-se Somebody Who, e podemos ver também aquela que será, supostamente, a capa do esperado trabalho, que sairá a 24 de setembro. Aguardemos...


quarta-feira, 5 de junho de 2013

De mãos dadas com os vampiros (IV)


Obvious Bicycle é a canção que abre o novo disco dos Vampire Weekend, um trabalho muito paulsimoniano. Quem conhece Graceland ou The Rhythm of the Saints (ambos do grande Paul Simon) e já ouviu Modern Vampires of the City saberá entender as minhas palavras. Já o disse, e repito: é um dos discos do ano, na minha opinião. E a canção inicial do disco que aqui vos deixo (curiosamente, a canção que abre The Rhythm of the Saints intitula-se The Obvious Child - repare-se na semelhança dos nomes das canções) é a minha preferida. Espero vê-los no Optimus Alive, e não me importaria nada de assistir também a um concerto de Paul Simon, o que aconteceria pela segunda vez na minha vida.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

De mãos dadas com os vampiros (III)


Há algo de melancólico em Step que me apaixona. Algo do Manhattan, de Woody Allen. Algo intemporal, algo de clássico. Step é uma das grandes canções do ano, e ainda nem a meio de 2013 vamos. No entanto, não tenho dúvidas. Gosto dela, adoro-a com todas as minhas ganas de melómano. Gosto muito, igualmente, da estética vampiriana da inserção das letras das canções em certos vídeos. Também aqui marcam a diferença os Vampire Weekend. Brilhante! Brilhantes!

* este post é o penúltimo step em honra de Modern Vampires of the City.

sábado, 1 de junho de 2013

De mãos dadas com os vampiros (II)


Esta é a canção que agora mais anda na minha cabeça. Não foi a primeira a mexer comigo, mas antes a última, até ao momento. Todo o disco vai crescendo a bom ritmo, e é isso o que mais admiro nas audições que vou fazendo em repeat. Nos últimos dias não tenho conseguido ouvir outra coisa, que não esta banda de Nova Yorke. Ouço em (quase) permanência o seu terceiro disco, mas também o primeiro (homónimo) e Contra (o segundo). O calor e o sol intermitentes dos dias que passam vão estando presentes por aqui. Afinal, o difficult third album nem sempre fracassa. Com Modern Vampires of the City dá-se mais uma prova da qualidade do quarteto norte americano. A canção Ya Hey é ensolarada, e tem um brilho especial, talvez divino. É possível pensar-se na letra da canção como um diálogo com Deus (Yahweh é o nome pessoal de Deus), e a ideia parece-me, provavelmente, acertada. 
Grande canção, belo vídeo oficial, letra muito interessante. Long live the Vampire Weekend!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Eles estão de volta (em 2013)


Afinal, 2013 pode não ser um ano tão mau como se julga: Nick Cave & The Bad Seeds estão de volta com Push The Sky Away!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

I want the world to stop


(um pouco de pop para limpar a cinza dos céus)

* este não é o vídeo oficial da canção I want the world to stop, dos Belle and Sebastian.

sábado, 8 de setembro de 2012

Fahrenheit 451 X 3

Durante as férias li muito, e vi alguns filmes. Neste caso em particular combinei texto, imagem, e até som. Ainda antes do falecimento de Ray Bradbury já eu andava com vontade de ler Fahrenheit 451, mas primeiro precisava de o encontrar à venda. Tive a sorte de o comprar pouco antes de ir para o algarve, e li-o de um fôlego. Também por essa altura pude ver o filme de Truffaut (thanks, Jorge) e consegui fazer o download da banda sonora de Bernard Herrmann. Este 3 em 1 deu-me um prazer extraordinário! Por isso, no sentido de partilha que tantas vezes este blog tem, deixo-vos esta tripla sugestão, e verão que não se arrependem, se a seguirem.


(o livro)


(um dos vários cartazes do filme de Truffaut)



(a ost de Bernard Herrmann)



(prelúdio da banda sonora, para aguçar o apetite auditivo)

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Especial Kraftwerk, ou como ser robot, humanisticamente falando (III)

Eis-me chegado ao terceiro disco por mim escolhido para encerrar* este Especial Kraftwerk. Trata-se de Die Mensch-Maschine! Este foi o primeiro trabalho de banda alemã que conheci. Já lá vão cerca de 30 anos! Lembro-me de ter ficado impressionado pela capa do disco. Fiquei a saber, muito mais tarde, que a capa foi inspirada pelo movimento modernista de El Lissitzky. Mais tarde ainda, e para meu espanto e desagrado, li acerca da polémica a propósito da mesma imagem da capa: que dela se podia inferir um certo ar fascista, tanto pela pose dos membros do grupo, como pelas cores utilizadas. Enfim, passemos ao que verdadeiramente importa...

Die Mensch-Maschine (1978) é composto por 6 faixas, sendo que Das Modell (O Modelo) foi a canção que mais marcou a carreira do disco, tendo sido um sucesso mundial. As restantes canções são Die Roboter (Os Robots), Spacelab (Laboratório Espacial), Metropolis, Neonlicht (Luz de Néon) e Die Mensch-Maschine (O Homem-Máquina). O disco é bastante curto, durando apenas 36:18 minutos. 

Die Roboter

* o Especial Kraftwerk continua, embora focado em outros aspetos, que não a obra discográfica.

domingo, 3 de junho de 2012

Illuminated, only by tears (III)

Neste terceiro e último post dedicado a Dr. Dee, chegou a vez de Apple Carts (ao vivo, no Andrew Marr Show). Este mais recente disco de Damon Albarn, aconteça o que acontecer até ao final do ano, tem lugar garantidíssimo no meu Top 10 de 2012. Hallelujah, hallelujah...


* O título desta série de posts é um verso da canção The Moon Exalted, que quando cantado por Damon Albarn, quase me faz chorar...