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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Separate twins (Anatomy of a Murder & Hey Wimpus, The Early Recordings of Paul Chastain & Ric Menck)

(Duke Ellington, Anatomy of a Murder)

Finalmente, terminando estes posts a propósito da capa de Anatomy of a Murder, uma última artwork surge, obviamente influenciada pelo disco de Ellington. Não conheço este Hey Wimpus (1998), de Paul Chastain e Ric Menck. Da pouca investigação que fiz, registei poucas ideias. Apesar de ser um disco bem acima da média (a insuspeita All Music assim o designa), a verdade é que não vingou. Faço-lhe aqui, portanto, a justiça de lembrar a bonita capa que ostenta, e pouco mais.

(Paul Chastain & Ric Menck, Hey Wimpus - The Early Recordings of Paul Chastain & Ric Menck)

sábado, 7 de janeiro de 2012

Separate twins (Anatomy of a Murder & Clockers, Horns Up!, e Anatomy)


Ainda sobre a icónica capa de Anatomy of a Murder: no post de hoje surgem mais 3 art covers de discos que revelam bem a origem das mesmas. Spike Lee, na banda sonora do seu filme Clockers, usa uma semelhante "vítima", parodiando-a através da utilização de um cap de pala à banda, aproximando a imagem original da do universo dos drug dealers de Brooklyn.
Tappa Zukie, no seu Horns Up!, mistura reggae, jazz e dub e apresenta-nos uma art cover que imediatamente nos faz lembrar o disco de Ellington. Finalmente, Anatomy, de Stan Ridgway que brinca com capa e título, num disco que traça 12 retratos (12 faixas) do subconsciente humano. Enfim, a arte atualiza-se, transformando o midas touch original...


(Clockers ost, de 1995)


(Tappa Zukie, Horns Up, de 2009)


(Stan Ridgway, Anatomy, de 1999)


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Separate twins (Anatomy of a Murder & Working For The Man / Donkeys 92-97)


Tendo como ideia a capa da banda sonora de Anatomy of a Murder, os Tindersticks lançaram duas coletâneas versando a imagem original do disco de Duke Ellington. Em Working For The Man as cores são próximas das do disco de 1959, embora um pouco mais esbatidas, o mesmo não acontecendo com a capa de Donkeys 92-97, onde as cores de origem são substituídas pelo verde e pelo azul.
(Working For The Man, coletânea de 2004)

(Donkeys 92-97, coletânea de 1998)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Separate twins (Anatomy of a Murder & My Flame Burns Blue)

O disco de Duke Ellington data de 1959, e o de Elvis Costello surgiu em 2006. Quase 50 anos separam ambos os discos. O primeiro é uma banda sonora de um filme de Otto Preminger, o segundo um disco ao vivo. Para além das óbvias semelhanças das capas, ambos os discos habitam o território do jazz, e são magníficos os dois. Curioso é ainda o facto de Anatomy of a Murder (capa original da banda sonora de Duke Ellington) ter já sido alvo de várias homenagens, ao longo dos anos. O exemplo da capa do trabalho de Elvis Costello é apenas o primeiro de uma série de posts sobre essas homenagens.

(Duke Ellington, Anatomy of a Murder)

(Elvis Costello, My Flame Burns Blue)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Bjork: imaginários (VI)


(Volta, capa original)

Volta surgiu em 2007. Sobre o curioso título (tão português...) Bjork escolheu-o por saber, depois de googlar bastante, que ele significa várias coisas: que é o apelido do físico italiano que inventou a pilha voltaica (Alessandro Volta, 1745-1827), um rio africano feito pelo homem, uma lagoa também feita por mãos humanas (Lake Volta), e uma dança medieval muito difícil de dançar, segundo a minha islandesa preferida. Assim, juntando-se a energia da pilha, o ambiente marinho de rio e lagoa, mais a dança de tempos ancestrais... percebemos melhor o que é Volta. O que Bjork não sabe, suponho eu, é que Volta quer dizer, por exemplo, regresso, e isso é algo que me apraz sempre registar. Gosto mais de Volta hoje do que quando apareceu. Cresceu em mim, aos poucos, lembrando a energia de um rio que dança uma linguagem cada vez mais próxima dos meus ouvidos. E assim, o que Volta é (nas palavras de Bjork) está de acordo com o que eu sinto. Sintonia e imaginário perfeitos. Antes de ter encontrado o título pretendido, Bjork verificou que as palavras "voltage" e "voodoo" (que aparecem nas letras das canções do disco) lhe pareciam sintonizadas. Depois, como se disse antes, o Google fez o resto.
A imagem da capa pertence a Nick Night, e a escultura que molda o corpo da cantora é de Bernhard Willhelm.

(associado à excentricidade de Carmen Miranda)

(associado à obra prima que é Vespertine)

(associado ao imaginário dos candy)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Bjork: imaginários (V)


(Medulla: capa original)

Não gostei de Medulla, quando saiu. Estávamos em agosto de 2004, e desde essa data até ao presente dia, ainda não estou em paz com esse disco. Bjork queria mudar tudo, como sempre, e dizia-se cansada de instrumentos musicais. O disco, como se sabe, é predominantemente vocal, e o título entronca bem nessa ideia, uma vez Medulla é essência, e a um disco de voz, tal título assenta como uma luva. Ao que se sabe, o título surgiu depois de Bjork e Gabriela, uma amiga do mundo das artes, terem bebido demasiadamente, tendo esta última sugerido a designação futura do que viria a ser o quinto disco de originais da islandesa. Bjork aparece na capa, e o que mais nos espanta é a escultura do cabelo, feita por Shoplifter. Como já em anteriores disco havia acontecido, o fundo da imagem, bem como a pele da cantora, naturalmente, são níveos, contrastando com o negro do cabelo e do colar, que desenha o título do disco. Nas sessões fotográficas participaram Mathias Augustyniak, Michael Amzalag, Inez van Lamsweerde e Vinoodh Matadin. Mais uma imagem forte, como Bjork gosta. Mais um imaginário muito próprio que se edificou.

(desenhando-se uma outra Bjork)

(sensualmente, Medulla)


(em formato Lego, novamente)

sábado, 19 de novembro de 2011

Bjork: imaginários (IV)


(Vespertine: capa original)

Estávamos em 2001 quando Bjork nos deu Vespertine. Na altura, a islandesa referiu-se a ele não como um simples disco, mas mais como um sentimento: quando lá fora neva há dias e estamos em casa, intimamente radiantes, com um cacau quente entre as mãos. Vespertine é a obra maior de Bjork, na minha opinião. É quase um disco de música de câmara com elementos eletrónicos, apenas por instantes tocado pela excentricidade bjorkiana, que tão bem conhecemos. Na capa, Bjork aparece vestindo um swan dress (de Marjan Pejoski) que marcou a época de Vespertine. A pose e a face de Bjork sugerem interpretações sensuais, a boca entreaberta, os olhos fechados, os braços parecendo contorcer-se ligeiramente... A imagem, no entanto, transparece pureza. Os tons são pálidos, uma quase luz, uma quase sombra. Um cisne, desenhado, parece erguer-se de um outro, adormecido. A fotografia da capa pertence a Inez Van Lamsweerde e Vinoodh Matadin. O que desse imaginário saiu pertence a todos nós...


(uma outra Bjork)

(e mais outra Bjork)


(e uma última Bjork, em estilo South Park,
lembrando a contracapa de Vespertine)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Bjork: imaginários (III)


(Homogenic: capa original)

Homogenic veio ao mundo em setembro de 1997. Novo disco de estúdio, nova mudança sonora e visual. Mas, no fundo, a mesma Bjork de sempre, experimentalista, desbravadora de terrenos sonoros tão ao seu jeito. A ideia de um disco de canções mais homogéneas resultou em título. Na capa, o fotógrafo Nick Knight registou uma Bjork penteada com cerca de 10 kg de cabelo, lentes de contacto especiais, um colar de mulher-girafa, vestes de samurai japonesa, e unhas de dimensão anormal. O fundo prateado, glacial, fará pensar na sua Islândia natal? Talvez. Homogenic foi um trabalho largamente saudado pela imprensa mundial, e é fácil perceber as razões da crítica. Nunca, até então, um trabalho seu se mostrou tão enigmaticamente belo, tão etéreo, tão espiritual. Para a história, tudo ficou: as canções, o ambiente sonoro, e o imaginário de tudo isso.

(em formato Lego)

(em formato Barbie)

(em formato Mangá)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Bjork: imaginários (II)


(Post: capa original)

A capa do segundo cd da carreira adulta de Bjork (não contamos aqui com o disco gravado aos 12 anos, nem com Telegram (disco de remixes de Debut), nem com os discos dos Sugarcubes) é em tudo diferente da do primeiro, à exceção de nela constar, em grande destaque, a sua figura. Quanto ao resto, as diferenças são óbvias, a começar pela presença da cor. Há, de facto, muita cor, muita animação de fundo, um certo sentido festivo que encontrará concordância em algumas das canções do disco. Jean Baptiste Mondino terá, originalmente, proposto uma foto para a capa de Post tirada nas sessões fotográficas de Debut, mas que acabou por não ser aceite. Bjork, ao que parece, decidiu que na capa de Post deveria aparecer a sua imagem rodeada de coisas da sua casa, da sua terra, mas também essa imagem não foi a que vingou. Num terceiro momento, decidiu-se que Bjork deveria aparecer à frente de enormes postcards, simbolizando a comunicação entre a artista e os seus amigos/fans. De forma estilizada, a imagem final foi fotografada por Stéphane Sednaoui, e é a que surge no cimo deste post. Assim, a partir de todo o imaginário subjetivo da capa original, outros trabalhos referentes à imagem de Post foram surgindo, como aqui se pode ver. Bjork, a sua música, e a imagem forte que a acompanha deixam sempre marcas...

(a lembrar South Park?)


(a lembrar Klimt?)


(a lembrar um certo estilo nipónico?)

domingo, 13 de novembro de 2011

Bjork: imaginários (I)


(Debut: capa original)

O imaginário associado a Bjork e aos seus discos não deixa, até hoje, de me espantar. Bjork é um caso à parte no mundo da canção (em formatos múltiplos e registos por vezes impensáveis), mas também artista da imagem, capaz de motivar processos criativos dignos de registo. Este post inaugura uma série de postagens com o intuito de mostrar uma ínfima parte do olhar dos outros sobre o olhar de Bjork, acompanhando todos os seus álbuns de estúdio, à exceção do mais recente Biophilia. Comecemos, então, por Debut, trabalho de julho de 1993. A cantora aparece na capa, num quase preto e branco, toda ela transbordando emoção, de mãos unidas, como que rezando. Dois pequenos brilhantes (por baixo de cada olho) acentuam um certo ar de melancolia, que a imagem, no seu todo, não pode desmentir. A fotografia é de Jean Baptiste Mondino.


(Debut: rosto de criança oriental)

(Debut: rosto de criança ocidental)

(Debut: rosto de adulta)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Just paint...

* capa desenhada de Love, Peace & Fuck - Brain Donor

É a nova "loucura" da net, digamos assim. O site Paint My Album foi criado por dois estudantes ingleses e tem apenas isto como ideia: desenhar, no velhíssimo Microsoft Paint do seu PC, a capa de um disco. Depois é só enviar e será publicado. Há por lá capas giríssimas, autênticas obras de arte (e de todos os estilos, eh, eh, eh). Procure e pode ser que encontre por lá a capa do seu disco preferido. Eu arrisquei e desenhei a capa de Love, Peace & Fuck, primeiro e maravilhoso disco repleto de ruído, dos Brain Donor (um side project de Julian Cope).

A capa de Tigermilk, dos Belle and Sebastian (um dos meus discos preferidos e referido em antigos posts deste blog) está aqui, para contemplação.


Fica o desafio: aventurem-se!

terça-feira, 17 de junho de 2008

Koo Koo

Foi em Agosto de 1981. Os sinais de que os Blondie estavam com graves problemas internos foi feito através deste disco. Debbie Harry lançava Koo Koo. Produzido pela dupla dos conhecidíssimos Chic, Koo Koo era uma prova de vitalidade da dupla Debbie Harry / Chris Stein. Ficou, no entanto, mais famoso pela capa. O talentoso H. R. Giger encarregou-se de fazer o belíssimo trabalho que a imagem documenta. Debbie Harry, ícone da beleza de há três décadas atrás, aparecia sem a cor dos cabelos que a notabilizou, com o rosto cravado de espetos, desconstruindo, numa capa de disco, aquilo que era a identidade edificada à sua volta. Arriscou muito. Muito mesmo. E fez, uma vez mais, história.

domingo, 11 de maio de 2008

Fried

A propósito da exposição VINIL - GRAVAÇÕES E CAPAS DE DISCOS DE ARTISTA, a decorrer em Serralves até 13 de Julho, inauguro aqui uma nova tag. As capas dos discos, principalmente em vinil, sempre me fascinaram e há muito que ando tentado em trazer para este espaço algumas das minhas preferidas. Aproveitando a inauguração (que decorreu ontem, e que tudo farei para ir ver), começo hoje aqui mais um percurso feito de imagens.

Esta é uma das capas de discos mais interessantes que conheço. Revelam o que ia na cabeça de Julian Cope num período em que os ácidos quase o tornaram mais uma rock-casualty. Coleccionador de brinquedos de pequenos carros, trouxe para a foto esta carrinha onde inscreveu Fried, título do disco e espelho do que as drogas lhe faziam ao cérebro. Totalmente nu, debaixo de uma carapaça de tartaruga, Julian Cope convenceu muita gente de que a loucura teria chegado definitivamente ao seu convívio, via LSD. Nada mais (ou menos) errado. Fried é um disco genial, genialmente louco, se quiserem, mas um marco (de som e de imagem) do que Cope fazia em 1984. Este é o seu segundo disco a solo, depois da aventura dos TheTeardrop Explodes.