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Ontem estive até às tantas a corrigir testes. Apenas eu na sala, enunciados e folhas escritas onde me perder durante horas, e o som de Trees Outside The Academy no fundo dos ouvidos. Foi o que me salvou de mais uma noite chata e sonolenta.
O disco é recente, deste ano. São doze temas, se contarmos com a faixa final ("Thurston @ 13"), onde apenas ouvimos a voz de Moore a brincar com latas de spray, moedas que vai deixando cair num tampo de madeira, tudo registado num gravador roufenho e antigo. O resto é uma maravilha: guitarras a trepar por mim acima, comedidamente ruidosas, mas de temperos melódicos, vozes que nos dizem o que lhes vai na alma para consolo da minha. Podia, de certa forma, ser mais um disco dos Sonic Youth. Mas não é. É apenas Thurston Moore a brilhar sozinho no fundo dos meus ouvidos, numa noite nada chata, numa sala repleta de folhas de teste e enunciados sonolentos estendidos sobre a mesa.
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