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Estávamos em 1981. A
New Wave invadia as rádios, mas nem sempre com propostas interessantes. O que não é o caso de
East Side Story, dos
Squeeze. Lembro-me como se fosse hoje de comprar o disco na loja a que ia habitualmente, no Monte Abraão, em Queluz. Era a única que por lá havia, aliás. Na
Rádio Comercial (julgo que no programa
TNT) ouvi a canção
Is That Love e foi amor à primeira audição. O dinheiro das mesadas fez o resto. Já com o álbum em casa,
East Side Story revelou-se um disco extraordinário. Num ápice, novas canções começaram a fazer parte do meu dia-a-dia. Temas como
In Quintessence,
Someone Else's Heart,
Woman's World,
Vanity Fair,
Mumbo Jumbo, e principalmente as superlativas
Tempted e
Labelled With Love, nunca mais me sairam da cabeça. Ainda hoje sou capaz de as ouvir com enorme prazer. Ainda hoje me lembro das letras dessas canções. E depois, o fascínio da capa, em vinil, bom de levar debaixo do braço!!! Aquela
inclinação da imagem da capa sempre me fascinou, vá lá saber-se porquê!
East Side Story é um disco pop-rock sem grandes vergonhas. Honesto, feito de belíssimos temas e de grandes arranjos. As letras das canções estão muitos furos acima do que vulgarmente se via (e ouvia) em discos do género. Não foi por acaso , embora exageradamente, na minha opinião, que
Chris Difford e
Glenn Tilbrook (as almas criativas da banda) foram considerados por alguns
media, os novos
Paul McCartney e
John Lennon dos anos 80. Por tudo isto,
East Side Story, dos britânicos
Squeeze, está presente neste tão pessoal Museu dos Melhores Discos do Séc. XX.
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